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Irã relata 50 mortos e mais de 500 feridos nos ataques dos EUA das últimas semanas

Entre os mortos, foram contabilizadas cinco mulheres e duas crianças; entre os feridos, 32 mulheres e 18 crianças

Europa Press

Esta captura de tela tirada de imagens de vídeo divulgadas em 17 de julho de 2026 pelo site Sepah News, da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), mostra um míssil sendo lançado de um local não revelado em direção a alvos dos EUA no Catar, Kuwait e Omã
Esta captura de tela tirada de imagens de vídeo divulgadas em 17 de julho de 2026 pelo site Sepah News, da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), mostra um míssil sendo lançado de um local não revelado em direção a alvos dos EUA no Catar, Kuwait e Omã Foto por - / SEPAHNEWS.COM / AFP

O Ministério da Saúde iraniano informou neste sábado, 18, que pelo menos 50 pessoas morreram em consequência dos ataques lançados pelos Estados Unidos contra o país nas últimas semanas, aproximadamente desde a primeira troca de ataques após a assinatura, no último dia 17 de junho, do memorando de entendimento entre os dois países.

“Nos ataques aéreos, mais de 500 pessoas ficaram feridas e 50 perderam a vida”, explicou o porta-voz do Ministério, Hosein Kermanpur, em um comunicado publicado nas redes sociais.

Entre os mortos, foram contabilizadas cinco mulheres e duas crianças; entre os feridos, 32 mulheres e 18 crianças, acrescentou. Entre os feridos, foram realizadas 28 cirurgias e 460 deles já receberam alta. Outros 37 continuam hospitalizados

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou na última sexta-feira uma nova onda de bombardeios sobre território iraniano, a sétima noite consecutiva de operações militares contra a República Islâmica. O Irã respondeu nas últimas horas com ataques contra posições militares dos EUA e infraestrutura no Kuwait, na Jordânia e no Bahrein.

Essa nova escalada ocorre apesar do memorando assinado pelo Irã e pelos Estados Unidos com o objetivo de pôr fim ao conflito desencadeado em 28 de fevereiro.

No entanto, desde 8 de julho, Washington retomou os ataques contra território iraniano, ações justificadas pelo CENTCOM como retaliação às ações atribuídas a Teerã contra navios mercantes no Estreito de Ormuz.

Em resposta, o Irã lançou ataques contra instalações militares americanas em vários países do Oriente Médio, acusando Washington de descumprir o acordo de cessar-fogo alcançado entre ambas as partes.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no último dia 9 de julho que tal cessar-fogo havia deixado de estar em vigor e advertiu que a campanha militar continuará durante esta semana, garantindo que, se Teerã se recusasse a retomar as negociações, a próxima fase da ofensiva incluiria ataques contra infraestruturas como usinas de energia e pontes.

*via Estadão Conteúdo

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