JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Jornal da Manhã – 2ª Edição | 07h00 - 10h00
Mundo

Líderes dos principais países não participarão da COP29

29ª conferência do clima da ONU, terá início na próxima segunda-feira (11) em Baku, Azerbaijão

Luisa Cardoso

ARQUIVOS-AZERBAIJÃO-PNG-MEIO AMBIENTE-COP29
ARQUIVOS-AZERBAIJÃO-PNG-MEIO AMBIENTE-COP29 TOFIK BABAYEV / AFP

A Cúpula Climática da ONU, marcada para ocorrer na próxima segunda-feira no Azerbaijão, está gerando expectativas e preocupações devido à ausência de líderes de algumas das nações mais influentes do mundo. O evento, que reunirá representantes de 200 países, tem como objetivo discutir os desdobramentos das mudanças climáticas e se estenderá por duas semanas. No entanto, a ausência de figuras-chave como o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o presidente chinês Xi Jinping e o chanceler alemão Olaf Scholz. As presenças do presidente russo, Vladimir Putin e de Emmanuel Macron, da França, também não estão garantidas.

Carlos Bocuhy, presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental, expressou preocupação com a ausência desses líderes, afirmando que isso enfraquece o debate e complica o quadro geopolítico. Segundo Bocuhy, a presença de mandatários é essencial para o empoderamento do processo e para que decisões políticas significativas sejam tomadas. A recente vitória de Donald Trump nas eleições americanas adiciona uma camada de incerteza, já que o republicano é conhecido por negar as mudanças climáticas e cogitar a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris.

[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]

Os desafios climáticos que o mundo enfrenta continuam a crescer. O Observatório Copérnico da União Europeia prevê que 2024 será o ano mais quente já registrado, com temperaturas médias globais superando pela primeira vez em um grau Celsius os níveis pré-industriais. Durante a 29ª Conferência do Clima da ONU, serão abordados temas cruciais como adaptação às mudanças climáticas, metas de emissões, financiamento climático, transição energética e combustíveis fósseis. Este último ponto é particularmente controverso, pois as discussões ambientais são frequentemente influenciadas por interesses econômicos e geopolíticos.

De acordo com Carlos, o Brasil, por exemplo, enfrenta um dilema significativo. Embora seja um país rico em biodiversidade e florestas tropicais, também busca se tornar o quarto maior produtor de petróleo do mundo. Essa dualidade reflete a dificuldade em equilibrar o desenvolvimento econômico com a responsabilidade ambiental. A incapacidade de reduzir a temperatura global ou manter a estabilidade climática expõe a ineficiência dos países em cumprir o Acordo de Paris.

Publicado por Luisa Cardoso
[jp-related-posts ids=”1770274,1769980″]