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Manifestação em Nova York protesta contra Netanyahu e a guerra em Gaza

Protestos começaram na Times Square e têm como objetivo se aproximar o máximo possível da ONU; cerca de 2.000 pessoas levam bandeiras palestinas e levantam cartazes com o rosto do primeiro-ministro israelense

Nicolas Robert

Cerca de duas mil pessoas marcham em Nova York contra a presença Benjamin Netanyahu, na Assembleia Geral da ONU
Cerca de duas mil pessoas marcham em Nova York contra a presença Benjamin Netanyahu, na Assembleia Geral da ONU Kena Betancur / AFP

Cerca de 2.000 pessoas marcham nesta sexta-feira (26) em Nova York contra a presença do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Assembleia Geral da ONU, onde discursou nesta manhã, e contra a guerra na Faixa de Gaza. A manifestação, que até agora se desenvolve de forma pacífica, começou na Times Square e tem como objetivo se aproximar o máximo possível da ONU, cujos arredores permanecem fechados para quem não tem uma credencial. Apesar de não ter havido incidentes até o momento, a cidade mobilizou dezenas de agentes no protesto, segundo pôde observar a Agência EFE.

Os manifestantes tremulam bandeiras palestinas e levantam cartazes com o rosto de Netanyahu e palavras de ordem pró-Palestina, em uma manifestação que não reuniu tantos participantes como outras similares realizadas em Nova York durante o último ano. Nas faixas e cartazes exibidos, eles pedem que o líder israelense seja julgado no tribunal de Haia e o acusam de bombardear crianças, enquanto gritam contra o “genocídio” e a fome que aflige os habitantes de Gaza. Além disso, defendem o embargo de armas a Israel e relembram os mais de 210 jornalistas que foram assassinados na Faixa desde 7 de outubro de 2023.

Netanyahu discursa nas Nações Unidas enquanto massacra dezenas de palestinos em Gaza todos os dias. É uma vergonha para esta cidade que ele esteja aqui”, declarou Nidaa Lafi, membro da organização Palestinian Youth Movement, no início da marcha. Lafi enfatizou que o israelense “deveria estar sendo julgado em Haia por crimes contra a humanidade”, e apontou que os países que estão reconhecendo o Estado palestino agora – como Reino Unido ou Canadá – “querem lavar sua imagem”. “O reconhecimento não serve para nada sem bloqueio econômico e comercial, assim como sem sanções para Netanyahu e todo o establishment israelense”, acrescentou.

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Por sua vez, Joe Brown, que faz parte do Partido pelo Socialismo e a Libertação dos EUA, falou no início da marcha para criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu antecessor, o democrata Joe Biden. “Trump disse ontem que não permitirá que Israel anexe a Cisjordânia, isso significa que a devastação de Gaza tem sido com a conivência dos EUA, de Biden a Trump”, apontou. Entre os convocadores da marcha estão, além do Palestinian Youth Movement, outros coletivos como Jewish Voices for Peace e o Palestinian Feminist Collective.

*Com informações da EFE
Publicado por Nícolas Robert

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