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Ministro diz que Israel vai preparar maior nível de alerta em Gaza após Hamas violar cessar-fogo

Israel Katz declarou que o plano do grupo terrorista de atrasar a libertação de reféns é 'uma violação completa' da trégua; já o porta-voz do Hamas, Abu Obeida, acusou Israel de continuar a obstruir disposições importantes

Felipe Cerqueira

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Primeiro-ministro de Israel, Netanyahu, demite ministro da Defesa Gallant EFE/EPA/ABIR SULTAN / POOL

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse nesta segunda-feira (10), que o plano do grupo terrorista Hamas de atrasar a próxima libertação de reféns é “uma violação completa” do acordo de cessar-fogo e que ele instruiu os militares israelenses a estarem no mais alto nível de alerta. O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse estar comprometido com o acordo de cessar-fogo e que vai encarar qualquer violação pelo Hamas com severidade.

O Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas, que representa muitas das famílias de reféns israelenses, apelou aos países mediadores para que restabeleçam o acordo existente. Já o porta-voz do Hamas, Abu Obeida, acusou Israel de continuar a obstruir disposições importantes do acordo ao não permitir que os palestinos retornassem ao norte de Gaza, realizar ataques em toda a Faixa de Gaza e não facilitar a entrada de ajuda humanitária.

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Mediadores árabes revelaram ao Wall Street Journal que atrasos em bens que poderiam ajudar com moradia em Gaza durante a estação de inverto têm sido um problema desde os primeiros dias do acordo firmado em 19 de janeiro. Sob o acordo, Israel deveria facilitar a entrada de 60 mil casas móveis e 200 mil tendas para os moradores de Gaza, mas não o fez, disseram os mediadores. Uma autoridade israelense disse que Israel havia fornecido ainda mais tendas do que havia se comprometido.

Também nesta segunda-feira, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, encerrou um sistema controverso que dava auxílio financeiro às famílias de prisioneiros palestinos, incluindo aqueles condenados em ataques mortais a Israel. A medida visa melhorar as relações com a nova administração do presidente Donald Trump. Os EUA, junto com Israel, disseram que o chamado “fundo dos mártires” recompensava a violência contra Israel.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Carolina Ferreira

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