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Número de mortos após terremoto na Colômbia sobe para 319

A UNGRD informou que mais de 151 mil casas foram danificadas e 30 mil foram destruídas

Estadão Conteúdo

Pessoas buscam sobreviventes em meio aos escombros de um prédio que desabou após um terremoto em Cali, na Colômbia, em 10 de agosto de 2026. Um forte terremoto atingiu a Colômbia e países vizinhos da América Latina em 10 de agosto de 2026; equipes médicas correram para socorrer vítimas após danos e desabamentos de edifícios em várias cidades. O serviço geológico colombiano e sua contraparte americana, o USGS, estimaram a magnitude em 7,4, com epicentro a 100 km de profundidade, no oeste do país. Inicialmente, a Colômbia havia estimado a magnitude em 6,6. (Foto de JOAQUIN SARMIENTO / AFP)
O órgão afirmou que 4.469 pessoas ficaram feridas e que 260 continuam desaparecidas JOAQUIN SARMIENTO / AFP

O número de mortos após o forte terremoto que atingiu a Colômbia na semana passada subiu para 319, segundo a última atualização divulgada pela Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD), na noite de quarta-feira (19).

O órgão afirmou que 4.469 pessoas ficaram feridas e que 260 continuam desaparecidas. Ao todo, mais de 272 mil pessoas foram afetadas pelo tremor em 476 cidades de 15 departamentos. Também foram resgatados 549 animais.

Em relação aos danos à infraestrutura, a UNGRD informou que mais de 151 mil casas foram danificadas e 30 mil foram destruídas. Além disso, 302 edifícios colapsaram.

O terremoto ocorreu em 10 de agosto, a cerca de 100 quilômetros de profundidade, com epicentro próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó, no oeste do país. Não foi emitido alerta de tsunami.

Inicialmente, o Serviço Geológico Colombiano havia informado que o terremoto teve magnitude de 6,6, mas posteriormente o índice foi revisado para 7,4. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) também informou magnitude de 7,4.

Na quarta-feira, o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou que assinou o decreto que declara Emergência Econômica. Segundo ele, a medida permitirá criar o espaço fiscal necessário diante da tragédia, priorizar os recursos públicos e garantir o atendimento às vítimas e a reconstrução.

“A magnitude desta tragédia exige que atuemos em várias frentes ao mesmo tempo: continuar as buscas por nossos desaparecidos, atender os feridos e as pessoas afetadas, recuperar a infraestrutura essencial e preparar, desde já, a reconstrução das regiões atingidas”, escreveu De la Espriella em publicação no X.

O presidente afirmou que o governo avançou nas conversas com seguradoras para agilizar o pagamento das apólices aos proprietários das moradias afetadas, com prioridade para famílias de baixa renda e moradores de habitações de interesse social. Segundo ele, os cidadãos que não têm seguros contarão com o apoio do Estado.

“Agora temos pela frente uma tarefa enorme: reconstruir moradias, comércios, escolas, hospitais, estradas e comunidades inteiras. Faremos isso unidos, com o setor privado, as autoridades locais, os órgãos de socorro, a cooperação internacional e, sobretudo, com a força e a solidariedade de milhões de colombianos”, acrescentou.

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