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ONU defende solução de dois Estados e responsabilização de ‘atrocidades’ para paz em Gaza

'Trata-se de garantir que todos os palestinos possam ter suas vozes ouvidas e participar dos processos de tomada de decisão sobre seu futuro governo', explicou o alto comissário Volker Türk

Fernando Keller

Faixa de Gaza
Comienza el desescombro en Gaza EFE/Ahmad Awad

O alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Türk, opinou nesta sexta-feira (17) que é preciso reconhecer o direito dos palestinos à autodeterminação e a responsabilização pelas “atrocidades cometidas” para garantir uma paz duradoura na Faixa de Gaza. Türk defende a realização de um processo político que leve a uma solução de dois Estados (Palestina e Israel), em que o direito dos palestinos à autodeterminação seja reconhecido. “Trata-se de garantir que todos os palestinos em Gaza e na Cisjordânia, independentemente de gênero, idade ou deficiência, possam ter suas vozes ouvidas e participar dos processos de tomada de decisão sobre seu futuro governo”, explicou o alto comissário.

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Ele também argumentou que não pode haver reconciliação duradoura entre palestinos e israelenses sem que haja responsabilidade e verdade sobre as “graves violações” dos direitos humanos e da lei humanitária internacional que ocorreram nos dois anos de conflito. Para garantir a responsabilidade, ressaltou Türk, o monitoramento e a divulgação dos direitos humanos continuam sendo essenciais e devem ser realizados sem ameaças, intimidação ou represálias.

Türk também defendeu a proteção das ONGs, que têm sido “repetidamente atacadas e enfraquecidas ao longo dos anos”, e o acesso total e irrestrito à ajuda humanitária, aos monitores de direitos humanos e aos jornalistas internacionais. “Os jornalistas devem poder realizar seu trabalho em Gaza livremente. Abrir Gaza para o mundo pode servir como garantia contra uma recaída e atuar como uma presença protetora para evitar violações”, analisou.

O alto comissário para Direitos Humanos colocou seu escritório à disposição para apoiar as partes do conflito e a comunidade internacional nos esforços para promover a paz, a justiça e a reconciliação.

*Com informações da EFE
Publicado por Fernando Dias

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