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Presidente da Turquia jogou carta com ameaças de Trump no lixo

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, jogou no lixo a carta que recebeu do mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual o americano pedia um acordo sobre a ofensiva turca no nordeste da Síria, caso contrário destruiria a economia do país eurasiático. “A carta de 9 de novembro foi rejeitada pelo presidente Erdogan […]

Camila Corsini

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, jogou no lixo a carta que recebeu do mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual o americano pedia um acordo sobre a ofensiva turca no nordeste da Síria, caso contrário destruiria a economia do país eurasiático.

“A carta de 9 de novembro foi rejeitada pelo presidente Erdogan e jogada no lixo”, informou nesta quinta-feira (17) uma fonte diplomática turca ao jornal Hürriyet.

A mesma fonte acrescentou que a resposta mais direta à carta foi a Turquia ter iniciado no mesmo dia 9 a ofensiva militar no nordeste da Síria, operação que busca expulsar da região as milícias curdo-sírias que são consideradas “terroristas” pelo governo turco.

Na carta, Trump advertia o presidente turco sobre as possíveis consequências do início das operações militares.

“Você não quer ser responsável pelo massacre de milhares de pessoas, e eu não quero ser responsável pela destruição da economia turca – e a destruirei”, afirmou Trump na carta.

O conteúdo da carta, revelado por uma jornalista da emissora Fox News no Twitter, foi amplamente criticado pelo uso de um vocabulário pouco frequente nas comunicações entre dois presidentes.

“A história o verá de forma favorável se fizer isto bem e de forma humana. Mas sempre o verá como o demônio se não acontecerem coisas boas”, alertou o governante americano.

Trump anunciou na semana passada a retirada das tropas americanas da Síria, uma decisão que permitiu a implementação da intervenção militar turca e que recebeu críticas do Partido Republicano, do qual presidente faz parte.

Nesta semana, Washington já sancionou três ministros do governo da Turquia, além de anunciar um aumento das tarifas sobre o aço turco como represália pela ofensiva na Síria.

*Com informações da EFE