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Primeiro-ministro francês Sébastien Lecornu sobrevive a votos de desconfiança no Parlamento

Sobrevivência do premiê evita a necessidade imediata de Emmanuel Macron dissolver novamente a Assembleia Nacional e convocar eleições legislativas antecipadas

Nicolas Robert

Primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, discursa durante sessão de voto de desconfiança contra seu governo na Assembleia Nacional Francesa, em Paris
Primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, discursa durante sessão de voto de desconfiança contra seu governo na Assembleia Nacional Francesa, em Paris EFE / EPA / YOAN VALAT

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, sobreviveu a duas votações de desconfiança que poderiam ter derrubado seu frágil novo governo e mergulhado a França em um caos político ainda maior, nesta quinta-feira (16). As votações na Assembleia Nacional abrem caminho para que o premiê enfrente o que pode ser um desafio ainda maior: conseguir aprovar um orçamento para 2026 para a segunda maior economia da União Europeia (UE) na câmara baixa do Parlamento antes do final do ano.

A sobrevivência de Lecornu também evita a necessidade imediata de o presidente francês, Emmanuel Macron, dissolver novamente a Assembleia Nacional e convocar eleições legislativas antecipadas, uma opção arriscada que o líder francês havia sinalizado que poderia tomar se o primeiro-ministro caísse.

O aliado do presidente francês enfrentou duas moções de desconfiança apresentadas por opositores de Macron – o partido de extrema-esquerda França Insubmissa e Marine Le Pen, do partido de extrema-direita Reunião Nacional.

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A câmara de 577 assentos votou primeiro na moção da França Insubmissa – e ela não obteve sucesso por 18 votos, com 271 parlamentares apoiando-a. Era necessário uma maioria de 289 votos para ser aprovada. A segunda moção de Le Pen obteve apenas 144 votos, bem aquém de uma maioria.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Nícolas Robert

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