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Rubio afirma que Hamas pode ‘se render esta noite’ se quiser terminar a guerra em Gaza

Em coletiva com Netanyahu, secretário de Estado dos EUA declara que 'eles são um grupo terrorista, um grupo bárbaro cuja missão declarada é a destruição do Estado judeu. Então não contamos com que isso aconteça'

Nicolas Robert

Marco Rubio e Benjamin Netanyahu durante encontro no gabinete do Primeiro-Ministro israelense em Jerusalém
Marco Rubio e Benjamin Netanyahu durante encontro no gabinete do Primeiro-Ministro israelense em Jerusalém EFE/EPA/HAIM TZACH/GPO

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira (15), em coletiva de imprensa conjunta com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que o Hamas pode “se render esta noite” se quiser acabar com a guerra e dar lugar a um “futuro melhor para o povo de Gaza”. “O Hamas pode se render esta noite, se quiser. Depor as armas. O problema é que eles são um grupo terrorista, um grupo bárbaro cuja missão declarada é a destruição do Estado judeu. Então não contamos com que isso aconteça”, disse Rubio, que insistiu que o Hamas, a quem se referiu como “animais”, deve deixar de existir.

Rubio, que não fez nenhuma referência às dezenas de milhares de civis palestinos mortos na Faixa de Gaza ou à crise humanitária que afeta o enclave, declarou que os EUA mantêm “vigentes” os mesmos objetivos de antes: eliminar o Hamas e o retorno dos 48 reféns, tanto vivos quanto mortos. Além disso, culpou o Hamas por manter os dois milhões de habitantes de Gaza como “escudos humanos” e insinuou que, para acabar com os islamitas, pode ser necessária uma última “operação militar concisa”, em uma possível alusão à esperada tomada militar israelense da Cidade de Gaza.

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“Eliminá-los poderia, em última análise, requerer uma operação militar concisa. Devemos nos lembrar com quem estamos lidando: um grupo de pessoas que dedicaram suas vidas à violência e à barbárie. E quando nos confrontamos com essa dura realidade, por mais que desejemos que haja uma maneira pacífica e diplomática (…) também temos que estar preparados para a possibilidade de que isso não aconteça”, destacou Rubio.

*Com informações da EFE

Publicado por Nícolas Robert

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