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Seis milhões de burros são sacrificados para fazer suplemento alimentar na China

De acordo com a The Donkey Sanctuary, organização sediada no Reino Unido, abate em massa se deve ao aumento da produção de 'ejiao', produto feito com colágeno extraído da pele dos animais

Victor Trovão

Burros no The Donkey Sanctuary
Burros no The Donkey Sanctuary Reprodução Instagram / @donkeysanctuary

Quase seis milhões de burros são sacrificados anualmente para uso medicinal na China, com graves consequências para as comunidades africanas que dependem desses animais, informou nesta quinta-feira (26) a The Donkey Sanctuary, organização sediada no Reino Unido. Isso se deve ao aumento da produção de ‘ejiao’, comercializado como suplemento alimentar que utiliza colágeno extraído da pele destes animais. Segundo a empresa de pesquisa chinesa Qianzhan, trata-se de uma indústria de US$ 6,8 bilhões (R$ 37,68 bilhões).

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Esta população caiu de 11 milhões em 1992 para 1,5 milhão em 2023 na China, que recorre ao continente africano a para atender à sua demanda. Diante do declínio de exemplares, a União Africana impôs no ano passado uma moratória de 15 anos para o abate de burros. A instituição britânica observou que “a indústria de ‘ejiao’ alimenta um enorme comércio mundial de peles de burro, em grande parte ilegal”. E indicou que aproximadamente 5,9 milhões de burros foram abatidos em todo o mundo no ano passado.

*Com informações da AFP 

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