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Sobe para mais de 2.000 o número de mortos após terremoto em Mianmar

ONU afirmou nesta segunda-feira que os hospitais locais estão sobrecarregados e que muitas pessoas estão dormindo ao relento por medo de novos tremores secundários

Fernando Keller

Terremoto Mianmar
Rescue operations continue in Myanmar following powerful earthquake EFE/EPA/NYEIN CHAN NAING

O número de mortes causadas pelo terremoto em Mianmar subiu para mais de 2.000 nesta segunda-feira (31), segundo dados tanto da junta militar que governa o país como da oposição pró-democracia. O porta-voz da junta militar, Zaw Min Tun, confirmou em uma mensagem de telefone à Agência EFE que o número de mortos subiu para 2.056, enquanto mais de 3.900 pessoas ficaram feridas devido ao terremoto de 7,7 graus de magnitude que atingiu partes do centro-norte do país asiático na sexta-feira.

Por sua parte, o Governo de Unidade Nacional (NUG), que se opõe à junta militar de Mianmar e controla algumas partes do país, elevou para 2.418 o número de mortos no terremoto. “Até a noite de 31 de março, o número confirmado de mortos pelo terremoto chegou a 2.418, e muitas pessoas continuam desaparecidas”, disse o NUG em um comunicado, acrescentando que seus dados foram compilados por suas equipes em suas áreas de monitoramento e “fontes confiáveis” em outras áreas.

O governo “alternativo”, composto por políticos pró-democracia, ativistas e líderes étnicos, disse que equipes de resgate internacionais só chegaram a algumas áreas afetadas nas cidades de Naypyidaw e Mandalay, mas que outras partes devastadas ainda precisavam de assistência. “Muitos problemas de eletricidade, internet, transporte e segurança continuam urgentes em áreas onde uma resposta rápida é crítica”, afirma o boletim, preparado pelo Ministério de Assuntos Humanitários e Gestão de Desastres e pelo Ministério das Relações Exteriores do NUG.

O NUG advertiu ainda para o risco de chuvas fortes em grande parte do país, o que pode complicar a emergência devido à falta de abrigo para as pessoas cujas casas foram destruídas. Autoridades pró-democracia, que declararam uma trégua de duas semanas após o terremoto, relataram hoje mais cedo que forças da junta militar realizaram até 11 bombardeios em todo o país desde que o terremoto ocorreu. Veículos de comunicação locais independentes, como o portal “Mizzima”, aumentaram o número de mortos para 3.000, com base em seus próprios dados, e denunciaram que a assistência militar é insuficiente.

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Por sua vez, a ONU afirmou nesta segunda-feira que os hospitais locais estão sobrecarregados e que muitas pessoas estão dormindo ao relento por medo de novos tremores secundários do terremoto, ao mesmo tempo em que pediu que a ajuda seja entregue sem impedimentos. Mianmar está mergulhado em uma crise econômica e um conflito interno desde o golpe militar de 2021, o que está piorando o acesso e a distribuição de ajuda humanitária após o devastador terremoto.

*Com informações da EFE
Publicado por Fernando Dias

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