Vacina russa é segura e induziu resposta imune contra a Covid-19, diz estudo preliminar
Resultados preliminares da vacina russa contra a Covid-19 mostram que o composto é seguro, não possui efeitos colaterais severos e é capaz de produzir anticorpos contra a infecção causada pelo novo coronavírus. O estudo, conduzido pela publicação científica The Lancet, foi revelado nesta sexta-feira (4). “Os testes russos mostraram, como resultados iniciais, que as vacinas em potencial não causaram efeitos colaterais e foram capazes de induzir resposta imunológica”, afirmou a revista no Twitter. A Sputinik V foi a primeira a ser registrada no mundo causou muita desconfiança, inclusive da Organização Mundial da Saúde (OMS), pela falta de transparência da Rússia sobre as pesquisas científicas e seus métodos de criação.
[jp-related-posts ids=”969587,969028,968935″]
Os dois testes clínicos avaliados pela The Lancet foram conduzidos entre junho e julho deste ano, com 76 participantes. 100% dos voluntários desenvolveram anticorpos contra a Covid-19. O composto russo foi registrado em agosto. “Os dois estudos de 42 dias – com 38 adultos saudáveis em cada – não encontraram efeitos colaterais e confirmaram a resposta imununológica”, diz a The Lancet. Houve, porém, uma ressalva: “Testes de longo prazo e amplos, que incluem comparações com placebo, e monitoração futura ainda são necessários para estabelecer a segurança e eficácia da vacina por um período estendido.”
Apesar das críticas, Vladimir Putin, o presidente russo, afirmou que o medicamento é eficaz e que passou por todos os testes necessários, e que inclusive uma de suas filhas recebeu a imunização. O medicamento foi lançado pelo Instituto Gamaleya, com sede em Moscou, menos de dois meses depois do início de testes em humanos. A previsão é que o país passe por uma campanha de imunização em massa a partir de novembro.
Sputnik V no Brasil
As tratativas do governo do Paraná com a Rússia para possível acordo e obtenção da vacina Sputnik V contra a Covid-19 estão em “fase bem inicial”, segundo o diretor-presidente do Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná), Jorge Callado. Em entrevista à Jovem Pan no mês passado – quando foi indicada a parceria -, o executivo afirmou que a importação do imunizante, assim como o compartilhamento da tecnologia para fabricação da vacina, depende do resultados de testes clínicos e da autorização dos órgãos reguladores. “O Paraná assinou o memorando de entendimentos com a Rússia e estamos fazendo os ajustes iniciais com os técnicos para falar sobre metodologia e proporcionar a realização de termos de cooperação. Temos que primar pela segurança, transparência e prudência nesse tipo de assunto. Sabemos que estamos enfrentando uma pandemia, mas é importante apresentar algo consistente para a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. Então estamos fazendo os ajustes iniciais para buscarmos autorização dos órgãos regulador.”
Assuntos
continue lendo
Mundo
Ataque russo deixa 31 mortos em escola usada para distribuir ajuda na Ucrânia
Ao menos 50 pessoas estão desaparecidas após bombardeio em Zaporizhzhia; Zelensky acusa Moscou de atingir abrigo onde civis buscavam proteção
- Democratas ‘viram’ na Carolina do Norte e ameaçam maioria republicana no Senado dos EUA Júlia Mano · há 4 horas
- Eleições legislativas: qual é o horário de encerramento da votação em cada estado dos EUA? Jovem Pan · há 10 horas
- Países europeus são atingidos por ciberataques a supermercados AFP · há 11 horas
- Groenlândia aprova acordo com Dinamarca e EUA após meses de pressão de Trump Estadão Conteúdo · há 13 horas