Zona de exclusão aérea não protegeria Ucrânia de bombardeios russos, afirma diretor dos EUA
O tenente-general Scott Berrier, diretor da Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos (EUA), explicou nesta quinta-feira, 10, que a possibilidade de instaurar uma zona de exclusão aérea na Ucrânia não a protegeria de possíveis ataques russos. Isso porque o Exército da Rússia está utilizando, segundo o militar, um combinado de “mísseis, artilharia e lançadores de foguetes”. “Existem algumas munições guiadas com precisão que estão sendo lançadas de aeronaves, mas esse número é pequeno”, explicou.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, havia solicitado à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a instauração uma zona de exclusão aérea em seu país. O pedido foi imediatamente rejeitado pelos Estados Unidos. De acordo com o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, a aplicação do projeto “traria um risco considerável de criar um conflito direto entre nossos países (aliados) e a Rússia”, já que caso os “aviões russos violassem a área, nós os derrubaríamos”.
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