‘2021 é o ano da virada e dos investimentos’, afirma secretário Diogo Mac Cord

Secretário-especial do Ministério da Economia garantiu que o Brasil ‘não vai perder a oportunidade’ dessa vez

  • Por Jovem Pan
  • 27/01/2021 09h59 - Atualizado em 27/01/2021 15h16
Edu Andrade/Ascom/MEara ele, a agenda das privatizações não é mais uma questão de escolha: Pauta de 57 milhões de brasileiros

O secretário-especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, acredita que 2021 é o ano do investimento. “Não temos muito o que discutir a partir de agora. Saindo do cenário da Covid-19, a gente precisa de emprego, a gente precisa de renda. Não vamos perder a oportunidade dessa vez. 2021 é o ano da virada e dos investimentos”, disse. De acordo com ele, o cenário dos investimentos que o Brasil precisa para a retomada econômica depende, por consequência, das reformas estruturais. “Em 2020 aprovamos o novo marco legal do saneamento básico. Foi uma grande entrega e que representa uma grande transformação não só na saúde, mas também no meio ambiente e na economia. Esse é o tipo de reforma onde todos ganham que a gente precisa trabalhar ao longo deste ano. E não tenho dúvidas de que o Congresso será um grande parceiro.”

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Mac Cord explicou que a autorização do Congresso vale apenas para algumas empresas, como é o caso da Eletrobras. Para outras várias, existe uma lei genérica — só que o processo é demorado e pode levar cerca de dois anos entre o início da discussão e a efetiva publicação do edital. “Quando chegamos, em janeiro de 2019, não tinha nenhuma empresa em estudo. E é preciso incluir as empresas no Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) para iniciar os estudos pelo BNDES. Só agora que eles começaram a ficar prontos. Chegou o momento da colheita.” De acordo com o secretário, as expectativas com a mudança dos presidentes da Câmara e do Senado são boas visto que as declarações recentes são bastante positivas sobre o assunto.

Para ele, a agenda das privatizações não é mais uma questão de escolha. “O programa era uma das grandes bandeiras de 2018. Não é a agenda do Bolsonaro, do ministro Paulo Guedes. É a agenda de 57 milhões de brasileiros que escolheram essa pauta como prioritária. Não há opção”, disse. Ainda assim, ele destacou que existe um preconceito da sociedade em relação ao tema. “A gente combate isso com informação. Casos como o da Vale, que antes tinha 15 mil funcionários e hoje tem 70 mil. Quando a gente enxerga o real efeito, todos os argumentos ficam menores. Não temos a menor dúvida de que o programa de privatização em um ano de retomada econômica vai ser fundamental. Contra fatos não há argumentos”, garantiu Diogo Mac Cord.

“Não é justo com os nossos filhos privá-los de um volume de investimentos desse porte. Um país desenvolvido tem 70% do PIB em estoque de infraestrutura. O nosso é a metade disso. Não podemos ficar para trás. O modelo estatal fracassou e o que precisamos fazer é oferecer ao mercado um veículo de investimento para gerar emprego e renda”, completou. Para ele, o diferencial do Brasil é a oportunidade de projetos que respondem a gargalos históricos. “Somos o lanterninha, mas temos oportunidades infinitas que nenhum outro país do mundo consegue oferecer.” Acompanhe a cobertura especial da campanha na página especial do site da Jovem Panjovempan.com.br/o-brasil-nao-pode-mais-esperar. Clique AQUI.