AI pede que Israel suspenda planos de demolição de aldeias beduínas
Jerusalém, 10 jun (EFE).- A Anistia Internacional (AI) pediu nesta quarta-feira ao governo de Israel que suspenda seus planos de demolir duas aldeias beduínas palestinas não reconhecidas no deserto meridional do Neguev.
A ordem de demolição de Umm al-Hiran e Atir foi mantida depois de o Supremo israelense rejeitar um recurso contra a medida apresentado pelos moradores.
A corte israelense assinalou esta semana que “o Estado é o proprietário da terra em disputa, que foi registrada como tal dentro do acordo de procedimento”.
Segundo um comunicado da AI divulgado hoje, no lugar das aldeias será levantada uma população judaica com o mesmo nome, Hiran, para acomodar judeus ultra-ortodoxos.
“As autoridades israelenses devem cessar todo plano de demolição e despejo de inquilinos na aldeia de Umm al-Hiran e Atir e mudar o curso completamente para garantir os direitos de todos os moradores a uma habitação digna”, disse Yonathan Gher, diretor da Anistia Internacional Israel.
A ONG ressaltou que as autoridades israelenses transgridem o direito internacional, por terem violado o procedimento para despejar os moradores de Umm al-Hiran e Atir sem ter mantido consultas sérias com eles ou apresentar alternativas que permitam manter sua forma de vida.
E advertiu que, caso os planos sigam adiante, os vizinhos dessas duas aldeias beduínas ficarão sem lar e terão sua cultura e sua tradição alteradas drasticamente.
“A Anistia Internacional urge mais uma vez às autoridades israelenses a garantir um status legal a todas as comunidades beduínas no Neguev que não foram reconhecidas pelo governo de Israel e a suspender todas as demolições de casas nestas aldeias e interromper os planos que poderiam resultar no despejo forçado de seus residentes”, concluiu a organização defensora dos direitos humanos. EFE
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