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Alckmin afirma que haverá queda no preço dos alimentos: ‘Se não chover, não adianta aumentar juros’

Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços afirmou que valores subiram em função do clima e da alta do dólar, e ainda defendeu que a economia está 'crescendo acima das projeções'

Victor Trovão

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), participa do evento de campanha "Agora é Boulos da Frente Ampla"
Boulos participa de ato com Alckmin, Marta e Márcio França LEANDRO CHEMALLE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

Durante um evento com sindicalistas na última sexta-feira (21), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, trouxe uma perspectiva otimista sobre a economia brasileira, especialmente no que diz respeito aos preços dos alimentos. Alckmin afirmou que, em breve, os preços devem cair, atribuindo a recente alta a fatores climáticos adversos e à valorização do dólar. Ele destacou que a economia do Brasil está superando as expectativas e que um clima favorável neste ano pode resultar em uma safra abundante, contribuindo para a redução dos preços. Além disso, Alckmin mencionou que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, exclui alimentos do cálculo da inflação devido à sua volatilidade climática.

Em seu discurso, Alckmin também abordou a importância da democracia no Brasil, sem mencionar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele expressou que, caso Bolsonaro tivesse sido reeleito, o país poderia ter enfrentado um golpe, colocando em risco a democracia. Alckmin enfatizou que as ditaduras prometem pão, mas acabam não entregando nem o pão, nem a liberdade. Ele celebrou a democracia brasileira, destacando que apenas em um sistema democrático um trabalhador de chão de fábrica, como o presidente Lula, poderia ser eleito três vezes.

Outro ponto abordado por Alckmin foi o processo de desindustrialização precoce do Brasil. Ele afirmou que o país se tornou caro antes de se tornar rico, o que representa um desafio significativo para o desenvolvimento econômico. Durante o encontro em São Paulo, lideranças sindicais apresentaram diversas demandas, incluindo o fim da escala de trabalho 6 por 1 e a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5.000. Alckmin mencionou que a redução da jornada de trabalho é uma tendência mundial, refletindo mudanças nas dinâmicas laborais globais.

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Apesar das boas perspectivas climáticas, especialistas alertam para desafios futuros, especialmente no setor agrícola. O orçamento para a agricultura em 2025, aprovado com atraso, mantém o mesmo valor do ano anterior, o que pode limitar o crescimento do setor. Além disso, o aumento dos juros é um fator que pode impactar negativamente o desenvolvimento agrícola, mesmo com as condições climáticas favoráveis. Essas questões ressaltam a necessidade de políticas econômicas eficazes para sustentar o crescimento e a estabilidade econômica do Brasil.

*Com informações de Camila Yunes

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*Reportagem produzida com auxílio de IA