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Alto número de abstenção é a principal marca do primeiro turno das eleições

Em contrapartida, especialista considera que diminuição dos votos brancos e nulos pode ser entendido como um desenvolvimento na maturidade política da população

Eduardo Morgado

Cerca de 32 milhões de brasileiros não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições. Dois milhões a menos do que foi registrado quatro anos atrás, quando a abstenção atingiu 20,3% da população. Por outro lado, esse ano foi registrado o menor índice de votos brancos e nulos desde 2014. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esse ano foram registrados 4,20% de votos em branco e nulos, sendo que, em 2018, esse índice atingiu 8,8%. Ou seja, aproximadamente oito milhões de pessoas a mais compareceram para votar nos candidatos. Para Beatriz Finochio, cientista política, é a consolidação de que os brasileiros estão mais engajados politicamente, mostrando maioridade democrática. “A primeira eleição com a biometria, que causou fila, estresse e demora que nas outras eleições não tinha. Mesmo assim o número de abstenção foi menor, a metade de 2018. Isso mostra o quanto o eleitor está se manifestando com relação a política, coisa que no Brasil ainda é um movimento novo”, analisou. Como sobraram dois candidatos com alta taxa de rejeição, a tendência para o segundo turno e que a abstenção aumente. Um outro motivo é que em 15 das 27 unidades federativas, a eleição para governador já foi decidida em primeiro turno. “Isso vai depender muito em quem a Simone Tebet (MDB) e o Ciro Gomes (PDT) vão apoiar. Se Ciro for a Paris novamente, acho que esse número tende a aumentar ou ficar parecido com o de 2018. O segundo turno das eleições de 2018 teve a maior abstenção desde 1998 com mais de 31 milhões de brasileiros que não votaram, o que representava 21,3% do eleitorado.

*Com informações do repórter Victor Moraes

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