Ancestral humano que viveu há 4 milhões de anos ganha rosto
O crânio de ancestral humano mais antigo do mundo finalmente ganhou um rosto. A partir de um estudo conduzido pelo Museu de História Natural de Cleveland, a equipe liderada pelo etíope Yohannes Reilê-Selassiê publicou uma descrição completa do novo fóssil, desenterrado em 2016.
Os cientistas acreditam que ele pertence a um macho de pouco mais de um metro de altura e idade avançada, que viveu há cerca de 4 milhões de anos na Etiópia.
A projeção foi feita a partir da arcada dentária do fóssil, que apresenta caninos grandes, característica de australopitecos do sexo masculino, e dentes desgastados, que indicam muitos anos de vida.
Nomeado MRD, o fóssil foi encontrado na região de Afar, a mesma onde foi descoberta Lucy, e desbancou a fêmea de australopiteco do posto de crânio humanoide mais antigo.
Enquanto o MRD é da espécie anamensis, Lucy é da espécie afarensis. A descoberta indica que elas coexistiram por um período, o que desbanca uma teoria até então amplamente aceita pelos cientistas de que a evolução desses ancestrais humanos aconteceu de uma maneira linear.
A espécie anamensis é conhecida separadamente desde 1999.
Os fósseis da espécie que tinham sido descobertos até agora, fragmentos de mandíbula e dentes, não eram suficientes para que os cientistas tivessem uma visão mais detalhada da criatura.
*Com informações do repórter Renan Porto
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