Augusto Nunes: ‘Defensores do lockdown deveriam mirar na Argentina e nunca repetir esse erro colossal’
Com 36.106 mortes causadas pela Covid-19, a Argentina passou o Brasil e se tornou o 4º país com mais óbitos por milhão em decorrência da doença. Classificada como a mais prolongada e rígida do mundo, a quarentena na Argentina já dura quase 230 dias, e tem aumentado a rejeição ao governo de Alberto Fernández. Para o comentarista Augusto Nunes, do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, “os defensores da quarentena deveriam se espelhar nos países asiáticos e mirar na Argentina para não repetir esse erro colossal”. Mais da metade do total de casos está concentrada na capital, Buenos Aires, onde também reside a maioria da população do país.
“Existe um fenômeno urbanístico na Argentina chamado macrocefalia, que é a concentração excessiva em uma cidade em detrimento de todas as outras. Buenos Aires concentra mais da metade da população do país, enquanto ela é rarefeita em outras regiões, onde é praticamente inabitado”, explicou Augusto. “No início, o governo peronista fechou tudo em Buenos Aires, fez um dos lockdowns mais severos do planeta, e como os casos não subiram tanto, se achou genial. E daí aconteceu o que acontece quando você concentra um número absurdo de pessoas em uma região. O número de infectados começou a crescer exponencialmente, e de Buenos Aires, se espalhou para toda a Argentina. Foi o criadouro de vírus chineses”, disse o comentarista. Manifestações tem sido convocadas contra a quarentena e outras medidas econômicas adotadas pelo governo. Segundo Augusto, aos argentinos, só resta “rezar pela vacina”. “Nessa semana Fernández descobriu que a Argentina não é uma coisa só, que é diversificada e que as regiões não podem ser tratadas da mesma maneira, e agora ele vai começar a estabelecer politicas para cada região. Mas para Buenos Aires? Quarentena. De que adianta agora?”, questionou o comentarista. O país tem um total de 1.329.005 casos confirmados da Covid-19, 594.248 na capital.
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