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Brasil terá chuvas mais intensas e secas prolongadas até o fim do século, aponta estudo

De acordo com a pesquisa da Universidade de Oxford em parceria com o Met Office, até 2100, a probabilidade de tempestades será três vezes maior, enquanto a frequência das precipitações diminuirá em 30% 

Victor Trovão

Chuva São Paulo
Tempo fechou no bairro de Perus em SP ADRIANA TOFFETTI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Um estudo recente realizado pela Universidade de Oxford em parceria com o Met Office do Reino Unido trouxe à tona preocupações significativas sobre o futuro climático do Brasil. De acordo com a pesquisa, o país enfrentará um aumento na intensidade das chuvas, que se tornarão mais intensas, porém menos frequentes, até o final do século. As previsões indicam que, até 2100, a probabilidade de o Brasil ser atingido por chuvas intensas será três vezes maior do que atualmente, enquanto a frequência dessas chuvas diminuirá em 30%. Essa alteração no padrão climático pode resultar em um aumento nos riscos de deslizamentos de terra e inundações repentinas, além de impactar negativamente a saúde da população e setores vitais como a agricultura, devido a períodos prolongados de seca e ondas de calor.

Paralelamente, um relatório da Organização Meteorológica Mundial destacou que o ano de 2024 foi o mais quente dos últimos 175 anos, com temperaturas 1,55ºC acima dos níveis pré-industriais. Este marco representa o décimo ano consecutivo em que recordes de temperatura foram quebrados, evidenciando o agravamento do aquecimento global. O relatório também aponta que as mudanças climáticas têm sido responsáveis pelo maior deslocamento populacional relacionado ao clima dos últimos 16 anos, exacerbando a insegurança alimentar e causando perdas econômicas significativas em diversas regiões do mundo.

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As consequências econômicas dos eventos climáticos extremos são alarmantes. Estima-se que as perdas globais relacionadas a esses eventos alcancem 200 bilhões de dólares anualmente, podendo ultrapassar 2 trilhões de dólares quando considerados os efeitos em cascata e os danos aos ecossistemas. Entre 2014 e 2023, o número de pessoas afetadas por desastres climáticos aumentou em 75%, atingindo uma média de 124 milhões de pessoas por ano. Esses números sublinham a urgência de implementar medidas eficazes para mitigar os impactos das mudanças climáticas e proteger tanto a população quanto a economia global.

*Com informações de Beatriz Manfredini

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*Reportagem produzida com auxílio de IA