22% dos brasileiros não querem se vacinar contra a Covid-19, diz Datafolha

Rejeição é maior entre os que dizem confiar no presidente Jair Bolsonaro (33%)

  • Por Jovem Pan
  • 12/12/2020 16h24
EFE/EPA/BIONTECH SE / HANDOUT HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALESEstudos da fase 3 foram realizados com 43.661 participantes em diversos pontos do mundo

O índice de brasileiros que pretendem não se vacinar contra a Covid-19 aumentou nos últimos meses e já chega a 22%, segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo neste sábado, 12. O porcentual é muito superior aos 9% que haviam declarado recusa ao imunizante em pesquisa realizada em agosto, também pelo Datafolha. No mais recente levantamento, feito entre os dias 8 e 10 de dezembro, com 2.016 brasileiros adultos em todas as regiões e Estados do País, além dos 22% hesitantes, 73% dos entrevistados disseram que vão aderir à vacinação e outros 5% se mostraram indecisos. A pesquisa revela ainda que embora haja pouca diferença nas respostas de acordo com gênero, idade ou escolaridade, a recusa pode variar bastante de acordo com a origem da vacina.

A maior resistência está relacionada a um imunizante desenvolvido na China, que não seria aceito por 47% dos entrevistados. A recusa a vacinas dos EUA, Inglaterra e Rússia ficaram em 23%, 26% e 36%, respectivamente. A resistência à imunização é maior também entre os que dizem confiar no presidente Jair Bolsonaro. Ele já fez críticas sem provas à Coronavac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e se mostrou contrário à obrigatoriedade da vacinação.

De acordo com a pesquisa, o índice de brasileiros que não pretendem tomar a vacina variou de 16% entre os que nunca confiam em Bolsonaro a 33% entre os que disseram sempre confiar no presidente. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais. Ela foi feita por meio de entrevistas telefônicas, o que, de acordo com o Datafolha, exige questionários rápidos, sem utilização de estímulos visuais e, por isso, devem ter seus dados analisados com cautela.

*Com informações do Estadão Conteúdo