25% da população brasileira terá mais de 65 anos em 2060, diz IBGE

Nos últimos 50 anos, a expectativa de vida do brasileiro aumentou cerca de 20 anos e, para enfrentar o tempo extra de vida, é importante saber envelhecer de maneira saudável

  • Por Jovem Pan
  • 04/11/2019 17h18
ANPR/Fotos Públicas

Uma projeção realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que 1 em cada 4 brasileiros terá mais de 65 anos até 2060. Com isso, o percentual de idosos no país saltará dos atuais 9,2% para cerca de 25,5% da população geral. 

Segundo a pesquisa, um dos principais pontos de conversão deste envelhecimento da sociedade acontece a partir de 2039, quando o Brasil terá mais idosos do que crianças.  Esses números mostram que, mais do que nunca, é preciso encontrar maneiras mais saudáveis para envelhecer. 

De acordo com a pesquisadora e especialista de neurociência e comportamento Elisa Kozasa, os hábitos de hoje são determinantes para o envelhecimento saudável. Para ela, é importante que o corpo e a mente trabalhem juntos na preparação do organismo para enfrentar o tempo ‘extra’ – considerando que a expectativa de vida aumentou cerca de 20 anos. 

Durante o ‘Diálogos da Longevidade’, evento promovido pela Bradesco Seguros para comemorar o Dia da Longevidade, celebrado em 1º de outubro, Elisa Kozasa destacou que, apesar de carregar a ideia de futuro, a longevidade é uma realidade que precisamos viver já no presente. “A gente tem que começar agora a buscar um estilo de vida melhor. Isso envolve praticar atividade física, buscar um bom sono, ter bons relacionamentos com as pessoas, meditar, fazer yoga, enfim, todos esses componentes”, diz. “Longevidade significa começar a plantar as sementinhas o quanto antes”, explica.

Os 6 pilares do cérebro saudável 

Um dos estudos mais referenciados por Elisa Kozasa é o ‘Seis pilares do cérebro saudável’, desenvolvido pela Cleveland Clinic, conceituado centro médico acadêmico sediado em Ohio.

De acordo com o texto, existem 6 pilares fundamentais para o cérebro saudável. Dois dos mais ‘temidos’ deles são a prática de Atividade física e a Alimentação mediterrânea

Kozasa explica que os exercícios são fundamentais tanto para o corpo quanto para a mente e que, por isso, é impossível envelhecer de maneira saudável sem a prática. “Quando a gente faz a atividade física, a gente aumenta o fluxo sanguíneo pro cérebro e isso faz com que nosso humor fique melhor e nos protege contra demências”, conta. A especialista destaca que até uma caminhada leve faz diferença para o organismo. 

Em relação à alimentação, Elisa destaca os benefícios vindos da alimentação mediterrânea, que é baseada em peixes e, segundo especialistas, tem influência direta em retardar o envelhecimento das células do cérebro.

Outro pilar importante destacado pelo instituto americano é o Acompanhamento médico. Neste ponto, além fazer check-up e exames de rotina, é importante que sejam seguidas as recomendações médicas – como medicar-se corretamente e prevenir-se de doenças crônicas. 

O quarto pilar do cérebro saudável é determinante para a saúde mental: Continuar estudando. De acordo com Elisa Kozasa, o segredo para o sucesso desta etapa está em desafiar o cérebro com coisas difíceis e que fujam do costume. “Aprender um novo idioma pode ser uma boa alternativa. Não é só sobre fazer palavras cruzadas”, diz

Fazer atividades em conjunto e Dormir são as duas últimas colunas importantes para o envelhecimento saudável. Ambas as atividades evitam problemas relacionados à memória e depressão e, segundo Elisa Kozasa, podem ser determinantes para a saúde mental. 

Apesar da lista, é importante lembrar que o estudo não é uma garantia, mas um facilitador do envelhecimento saudável. 

O Dia da Longevidade ficou para trás, mas a discussão sobre o tema, promovida pela Bradesco Seguros, segue ao longo de todo o ano. No próximo dia 12 de novembro, em São Paulo, acontece o Fórum da Longevidade, que será transmitido ao vivo no vivaalongevidade.com.br