300 funcionários trabalhavam na barragem na hora do rompimento, diz presidente da Vale

  • Por Jovem Pan
  • 25/01/2019 20h26 - Atualizado em 25/01/2019 22h08
RODNEY COSTA/ELEVEN/ESTADÃO CONTEÚDOBarragem da Vale se rompeu em Brumadinho, em Minas Gerais, nesta sexta-feira (25)

O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, disse nesta sexta-feira (25) que a maioria das vítimas, do rompimento da barragem em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte, é de funcionários da empresa.

Segundo o presidente, cerca de 300 pessoas trabalhavam no local no momento do acidente. De acordo com ele, aproximadamente 100 pessoas foram localizadas. Schvartsman disse que a empresa montou um gabinete de crise e presta assistência às vítimas.

Schvartsman acrescentou que até o momento não é possível mensurar o número de vítimas porque houve um soterramento. Ele afirmou ainda que a barragem estava inativa, pois há mais de três anos não opera, ou seja sem receber resíduos.

“Nós não pouparemos esforços, nós temos um gabinete de crise montado, nós mobilizamos todas as ambulâncias na região, aproximadamente 40”, disse o presidente da Vale. “Estamos complementando tudo aquilo que os hospitais públicos são capazes de atender. Estamos fazendo um esforço grande de assistência social, inclusive com a presença de psicólogos.”

Comparando com o desastre de Mariana, Fábio Schvartsman disse que o desastre humano em Brumadinho será maior. “A tragédia humana será muito maior do que a de Mariana. Estamos falando de uma quantidade grande de vítimas, mas possivelmente o dano ambiental será menor”, ponderou.

Ele afirmou que a Vale buscou tomar providências para garantir mais segurança às barragens, ampliando uma série de ações, como a execução de fiscalização periódica, revisões realizadas por empresas estrangeiras e auditorias externas, além de implantação de sirenes. “Nós ainda não sabemos o que aconteceu. Ainda é muito cedo para termos essa informação”, disse o presidente, ao ser questionado sobre as causas do acidente.

*Com Agência Brasil