Advogados de suspeitos de assassinar Marielle Franco negam possibilidade de delação premiada

  • Por Jovem Pan
  • 13/03/2019 16h42
Divulgação Acusados, antigos policiais foram presos na terça-feira

A defesa do policial militar reformado Ronnie Lessa e do ex-PM Elcio Vieira de Queiroz, acusados de assassinar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes, negaram que os clientes pensem em fazer delação premiada. O advogado Henrique Telles, que defende Lessa, afirmou ainda que o acusado “sequer havia ouvido falar em Marielle”.

Lessa, Queiroz e Alexandre Mota de Souza, que é amigo de infância do sargento e escondia fuzis em casa, no Méier, prestaram depoimento nesta quarta-feira (13) na Delegacia de Homicídios.  As oitivas foram sobre porte ilegal de armas e não sobre a morte de Marielle.

A polícia afirma que não tem dúvidas de que os fuzis encontrados eram de Lessa. A audiência de custódia de Lessa e Queiroz está prevista para quinta (14). De lá, os dois devem voltar para a delegacia para prestarem depoimento, aí sim, sobre o assassinato.

Depois disso, a expectativa é que os acusados sejam levados para a penitenciária de Bangu. Outros citados compareceram espontaneamente para prestar depoimento na tarde desta quarta. Entre eles, três policiais militares, dois empresários e um bombeiro.

*Com informações do Estadão Conteúdo