Apesar de suspensão da greve, metrô de São Paulo tem atraso e estações lotadas

Usuário do metrô enfrentou filas devido ao atraso de abertura das estações

  • Por Jovem Pan
  • 28/07/2020 07h34 - Atualizado em 28/07/2020 10h03
ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOEstações do metrô tiveram aglomerações nesta manhã

Apesar de o Sindicato dos Metroviários de São Paulo ter decidido suspender a greve  marcada para esta terça-feira, 28 de julho, que previa a paralisação de trens e metrôs a partir da meia noite na cidade de São Paulo, o usuário do metrô enfrentou dificuldades nesta manhã, já que funcionários da madrugada não foram trabalhar, o que atrasou a operação e causou filas nas estações e problemas para quem buscava embarcar. Geralmente, as estações abrem 4h40 todos os dias, algo que não foi possível e gerou o transtorno. O secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, usou seu Twitter para pedir desculpas à população e justificar os problemas. “Pois as tratativas que realizei com o Sindicato dos Metroviários ocorreram próximo às 0h, onde busquei evitar a greve em momento de pandemia do novo coronavírus”, escreveu.

Em assembleia virtual realizada no início da madrugada, cerca de 80% da categoria votou pela suspensão da paralisação, após a Secretaria de Transportes Metropolitanos aceitar a proposta feita pelo Ministério Público do Trabalho, que, entre outros ajustes, prevê a manutenção do adicional noturno em 50% e do adicional de horas extras em 100%.

A decisão foi anunciada em uma transmissão ao vivo na página do Facebook dos metroviários na madrugada desta terça-feira. Em nota, o sindicato explica que convocou uma nova assembleia depois de o secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy entrar em contato com os dirigentes do movimento aceitando renovação do acordo coletivo até abril de 2021, cujas clausulas haviam sido votadas pela categoria na noite de segunda-feira, 27 de junho, quando foi deliberada a greve.  Os funcionários da SP-Trans e CPTM protestavam contra diminuição e corte de “vários direitos dos metroviários nos salários de junho”, e a paralisação afetaria as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha do metrô de São Paulo e 15-Prata, do trem.