Após assassinato de homem negro, CEO global do Carrefour cobra treinamento de funcionários

O francês Alexandre Bompard lamentou a morte de João Alberto e disse que medidas internas foram imediatamente tomadas em relação à empresa de segurança terceirizada

  • Por Jovem Pan
  • 21/11/2020 13h20 - Atualizado em 21/11/2020 13h23
20/11/2020 - GUSTAVO AGUIRRE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDOManifestantes se concentraram em frente ao Carrefour, em Porto Alegre, após o assassinato de João Alberto; CEO da rede de supermercados disse que os valores da empresa não compactuam com racismo e violência

Em uma série de mensagens em português em sua conta no Twitter, o CEO global do Carrefour, o francês Alexandre Bompard, afirmou que as imagens que mostram seguranças do supermercado espancando até a morte João Alberto Silveira Freitas em Porto Alegre “são insuportáveis”. O executivo afirmou na tarde desta sexta-feira, 20, que a empresa “não compactua com racismo e violência” e que pediu ao Grupo Carrefour Brasil que “seja realizada uma revisão completa das ações de treinamento dos colaboradores e de terceiros no que diz respeito à segurança, respeito à diversidade e dos valores de respeito e repúdio à intolerância”. De acordo com Bompard, medidas internas foram imediatamente tomadas, principalmente em relação à empresa de segurança terceirizada, mas essas medidas, na visão dele, são insuficientes.

Ao pedir a revisão do treinamento, o CEO determinou que o processo seja acompanhado por especialistas externos. “Esta revisão será acompanhada de um plano de ação definido com o suporte de empresas externas para garantir a independência deste trabalho”, destacou o francês, que disse ter cobrado a colaboração da empresa com a Justiça para que “os fatos deste ato horrível sejam trazidos à luz”. “Meus valores e os valores do Carrefour não compactuam com racismo e violência. Espero que o Grupo Carrefour Brasil se comprometa, além das políticas já implantadas pela empresa”, disse ele.

* Com Estadão Conteúdo