Bolsonaro: Auxílio é ‘pouco para quem recebe, muito para quem paga’

Presidente garante que benefício continuará sendo pago até dezembro, mas valor deve cair

  • Por Jovem Pan
  • 27/08/2020 21h49
Alan Santos/PR'Enquanto for possível, nós o manteremos, mas você começa a ter consciência de que ele não pode ser eterno', diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro voltou a questionar o custo gerado para a União do auxílio emergencial de R$ 600 pagos à população na noite desta quinta-feira. Durante a live, ao lado da ministra Damares Alves, Bolsonaro afirmou que gostaria de destinar os R$ 50 milhões mensais para o ministério da Infraestrutura, comandado por Tarcísio de Freitas.

“Vamos prorrogar o auxílio até o final do ano. Bateram em mim falando que 600 era muito. Esse dinheiro é endividamento. O Brasil está se endividando. São 50 bilhões por mês. Não dá para manter os 600. Falaram em 200, é pouco demais. 600 é pouco para quem recebe, mas é muito para quem paga. O pessoal da maldade. Não podemos continuar nos endividando”, disse. “É pouco para quem recebe, mas é muito para quem paga”, completou.

O presidente acredita que o valor “praticamente resolveria os grandes problemas de infraestrutura do Brasil”. Recentemente, o presidente tem percorrido o país para inaugurações de obras. Mesmo considerando os R$ 200 propostos pela equipe econômica “pouco”, Bolsonaro considera o valor atual muito alto, e deve chegar a uma quantia intermediária até o fim do ano. “Vai ser até dezembro, só não sei o valor. Enquanto for possível, nós o manteremos, mas você começa a ter consciência de que ele não pode ser eterno”, confirmou.