Câmara: Bolsonaro formaliza indicação de Ricardo Barros para líder do governo

O parlamentar substitui o deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), que deixa a função após uma série de derrotas do Palácio do Planalto no Congresso

  • Por Jovem Pan
  • 18/08/2020 11h06 - Atualizado em 18/08/2020 11h08
Michel Jesus/ Câmara dos DeputadosA escolha pelo novo líder do governo foi anunciada semana passada em um gesto de Bolsonaro que consolida a aliança com o Centrão

O presidente Jair Bolsonaro formalizou no Diário Oficial da União (DOU) a indicação do deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR) para líder do governo na Câmara dos Deputados. Barros vai substituir o deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), que deixa a função após não conseguir evitar uma série de derrotas do Palácio do Planalto no Congresso Nacional. A escolha pelo novo líder do governo foi anunciada semana passada em um gesto de Bolsonaro que consolida a aliança com o Centrão. A indicação de Barros para o posto foi patrocinada pelo líder do Progressistas, Arthur Lira (AL), que, informalmente, já atuava nos bastidores na defesa dos interesses do governo na Casa. O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, crítico da atuação de Vitor Hugo, foi um entusiasta da mudança e trabalhou para convencer Bolsonaro que a substituição era necessária.

Na mesma edição do Diário Oficial, Bolsonaro ainda dispensa os deputados Ubiratan Antunes Sanderson (PSL-RS) e Fabiana Silva de Souza Poubel (PSL-RJ) da função de vice-líderes. No mês passado, Bolsonaro já havia destituído a deputada Bia Kicis (PSL-DF) da vice-liderança do Congresso e também fez outras mudanças nos cargos de vice-liderança da Câmara para alocar deputados do Centrão – os parlamentares Diego Garcia (Podemos-PR), Aloísio Mendes (PSC-MA) e Maurício Dziedricki (PTB-RS)-, além de oficializar a deputada bolsonarista Carla Zambelli (PSL-SP) como interlocutora do governo. As mudanças fazem parte da tentativa de Bolsonaro de se afastar do seu núcleo mais ideológico no Congresso. A avaliação de bolsonaristas é que o presidente quer se desvincular de nomes capazes de gerar mais ruído na relação entre o Executivo e o Judiciário. Ao mesmo tempo, aproveita o movimento para acomodar nomes do Centrão e para ‘azeitar’ sua articulação no Congresso.

*Com Estadão Conteúdo