Caminhoneiros solicitam congelamento de preço do diesel na tabela de frete

  • Por Jovem Pan
  • 01/05/2020 10h31
Agência BrasilComo justificativa para o congelamento do gatilho durante a pandemia, a Abrava cita que a atual tabela está "defasada"

A Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava) está solicitando que o governo federal congele preço do diesel para cálculo do piso mínimo do transporte rodoviário. No pedido, os caminhoneiros solicitam que a medida deve ser restrita ao período da crise do novo coronavírus.

O pedido da associação refere-se à suspensão temporária do gatilho do diesel – instrumento regulamentado na tabela do frete que dispõe sobre a revisão da tabela quando a oscilação no preço do biocombustível for superior a 10%, tanto negativa como positiva.

“A suspensão do gatilho do diesel automaticamente congelará o preço mantendo os valores praticados antes da pandemia da covid-19 em relação ao diesel”, afirma o presidente da Abrava, Wallace Landim, que diz ainda que a medida deve-se à forte queda recente nas cotações do diesel.

O requerimento foi encaminhado, na quinta-feira (30), ao Ministério da Infraestrutura e endereçado ao titular da pasta, ministro Tarcísio Gomes de Freitas. No documento, a Associação requer que seja mantido o patamar de preços do óleo antes da pandemia para o cálculo da tabela.

Como justificativa para o congelamento do gatilho durante a pandemia, a Abrava cita que a atual tabela está “defasada” e que sua redução acompanhando o diesel traria um prejuízo ainda maior à categoria “que está mantendo o país abastecido”.

Os caminhoneiros argumentam que o serviço está sofrendo prejuízos em virtude da diminuição da demanda por indústrias. ” Há necessidade de evitar a queda abrupta do valor de frete mínimo a ser pago aos caminhoneiros autônomos uma vez que apesar da oscilação para baixo dos preços dos combustíveis observamos um aumento considerável no preço dos insumos que compõe o preço do transporte de cargas”, afirma a Abrava no documento.

O atual texto do tabelamento do frete estabelece que o piso mínimo deve ser revisto quando houver oscilação igual ou acima de 10% nos preços do diesel. Por isso, um eventual novo reajuste já estava sendo estudado pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), que abriu na quinta-feira (30) uma consulta pública para o tema. A última atualização da tabela aconteceu em janeiro deste ano.

*Com informações do Estadão Conteúdo