Capital paulista registra alta nas internações por gripe e Covid-19 no fim de 2021

Com surto de influenza e avanço da variante Ômicron, hospitais da cidade de São Paulo tiveram aumento na taxa de ocupação de leitos, de acordo com o Painel Covid

  • Por Jovem Pan
  • 05/01/2022 22h24 - Atualizado em 06/01/2022 00h15
MISTER SHADOW / ASI / ESTADÃO CONTEÚDO Hospitais começam a desmobilizar leitos de UTI Casos de Covid-19 têm crescido no Estado desde o fim do ano passado

O aumento de casos tanto de Covid-19 quanto de gripe, causada pela H3N2 do vírus influenza, levou a um aumento de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na cidade de São Paulo, apontam dados da prefeitura no Painel Covid, registro atualizado diariamente. O período de quatro semanas compreendido entre 28 de novembro de 2021 e 1º de dezembro de 2021 teve 996 internações por SRAG causada pela influenza, 375 apenas na semana 12 e 18 de dezembro. No mesmo período de 2020, foram apenas quatro internações pela doença. Em relação à Covid-19, o crescimento foi em relação ao período imediatamente anterior: após uma longa temporada de queda, que chegou ao mínimo de 56 hospitalizações na semana entre 21 e 27 de novembro, os números cresceram e bateram 134 na semana compreendida entre os dias 19 e 25 de dezembro, quando a variante Ômicron já circulava na cidade. No total, de 28 de novembro a 1º de dezembro, foram 394 hospitalizações pelo vírus pandêmico, número bastante inferior às 6.552 registradas no mesmo período em 2020. Houve ainda 1.063 internados por SRAG sem causa definida e 2.036 ainda em investigação. A taxa de ocupação de leitos é outro indicador que vem variando bastante: segundo boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira, 5, uma parcela de 38% dos leitos de UTIs dos hospitais municipais está ocupada (e 42% dos leitos de enfermaria). Uma semana antes, em 30 de dezembro de 2021, a ocupação de leitos de UTI era menor (25%), e a de enfermaria, maior (49%).