Carregamento com 70 mil metros cúbicos de oxigênio chega a Manaus vindo de Belém

Cilindros foram transportados por balsas e já começaram a ser distribuídos em várias unidades de saúde da capital

  • Por Jovem Pan
  • 16/01/2021 09h56
SANDRO PEREIRA/FOTOARENA/ESTADÃO Ontem, o Ministério da Saúde informou que adquiriu cilindros de oxigênio que devem estabilizar a situação nos hospitais de Manaus por 48 horas

Na madrugada deste sábado, 16, um carregamento de 70 mil metros cúbicos de oxigênio chegou de Belém para Manaus, no Amazonas. Os cilindros foram transportados por balsas e já começaram a ser distribuídos em várias unidades de saúde da capital. Manaus vive um cenário caótico com o esgotamento de oxigênio em diversas unidades de atendimento, entre elas o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) e o Hospital 28 de Agosto, maior pronto-socorro do estado, que parou de receber pacientes nesta sexta-feira, 15.

Ontem, o Ministério da Saúde informou que adquiriu cilindros de oxigênio que devem estabilizar a situação nos hospitais de Manaus por 48 horas. Com isso, a transferências de 61 bebês prematuros, que iriam para São Paulo, não será necessária neste momento. A pasta informou também que vai continuar monitorando a situação dos bebês e que “segue unindo esforços para conseguir mais balas de oxigênio para que os prematuros não precisem ser transferidos para outros estados”.  Nesta sexta-feira, 15, 235 pacientes de Manaus foram transferidos, em voos da FAB, para outros estados, como Ceará, Goiás, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Distrito Federal. Em entrevista à Jovem Pan, na tarde desta quinta-feira, 14, o governador do estado, Wilson Lima (PSC), afirmou que o Ministério da Saúde elaborou um plano que previa a transferência de 750 pacientes.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs nesta sexta-feira, 15, um prazo de 48 horas para que o Governo Federal apresente à Corte um plano detalhado listando estratégias que estão na prática ou em desenvolvimento para enfrentar a situação de emergência na saúde de Manaus diante da pandemia do novo coronavírus. A decisão, resposta a uma ação de arguição de descumprimento de preceito fundamental protocolada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e pelo Partido dos Trabalhadores (PT) classifica a situação da capital do Amazonas como “caótica” que exige “uma pronta, enérgica e eficaz intervenção”. Além do prazo de 48 horas, o documento também pede que a União faça “tudo ao alcance” para suprir insumos médico-hospitalares, como oxigênio, nas instituições de saúde.

* Com informações da repórter Naiandra Amorim