Enade 2019: Universidades públicas federais são responsáveis pelas maiores notas

Apesar do bom resultado, dentre as 1.225 instituições participantes, apenas 15% (186) eram públicas

  • Por Jovem Pan
  • 20/10/2020 12h05 - Atualizado em 20/10/2020 12h08
GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDOMinistro da Educação, Milton Ribeiro, se disse surpreso com a complexidade do MEC

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta terça-feira, 20, o resultado do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2019. Entre os índices divulgados, o Conceito Enade, que é calculado a partir dos desempenhos dos estudantes concluintes dos cursos de graduação, mostra que as universidades públicas federais são responsáveis pela maioria das notas máximas. Das 512 instituições de ensino na faixa 5, 342 são públicas federais. As públicas estaduais correspondem a 16,7% das notas máximas.

O Conceito Enade é divido em 5 faixas, sendo 5 a nota máxima. Apesar do bom resultado, dentre as 1.225 instituições participantes, apenas 15% (186) eram públicas. “Conceito Enade sinalizou que, apesar de serem em menor número, os cursos das instituições públicas apresentaram desempenhos maiores que os das instituições privadas. Dos cursos enquadrados na faixa 5 desse indicador, 81,4% são de instituições públicas, enquanto 18,6% correspondem a instituições privadas”, explica o Inep. A rede privada representa 85% das instituições no exame, mas o levamento mostrou que 60% dos participantes são beneficiados por subsídios ou financiamentos públicos, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (ProUni).

Ministério da Educação

Em coletiva de imprensa nesta terça-feira, 20, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse estar surpreso com a complexidade da pasta. Ao se dizer satisfeito com os resultados, o ministro parabenizou a própria gestão federal pela ajuda no fornecimento de alimentação e ônibus. “Isso mostra que, de uma maneira muito direta, o governo federal se envolve com a educação brasileira por muitas pontas”, justificou. No entanto, Andifes (Associação Nacional das Instituições Federais de Ensino Superior) planeja cortar cerca de R$ 1 milhão das universidades e instituições públicas em 2021. O corte está proposto na Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2021 enviada pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso.