“Foi praticado um crime dentro do Palácio do Planalto”, diz Fernando Capez sobre fala de líder da CUT

  • Por Jovem Pan
  • 14/08/2015 13h11

Fernando Capez (PSDB)Fernando Capez (PSDB)

Durante participação presencial no Jornal da Manhã desta sexta-feira (14), o deputado estadual de São Paulo e presidente da Assembleia Legislativa Fernando Capez (PSDB) criticou veementemente as falas do líder da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, em encontro de movimentos socias com Dilma em Brasília nesta quinta (13). Freitas defendeu “ir para as ruas, entricheirados, com armas nas mãos, se tentarem derrubar a presidente Dilma Rousseff”. Capez disse: “Sem dúvida alguma é uma forma de terrorismo”.

“O fato dele incitar publicamente as pessoas a pegarem em armas contra manifestantes no exercício de um direito constitucional é um fato gravíssimo”, criticou Capez, ao anunciar que vai denunciar o ato, com vídeo, ao Ministério Público do Distrito Federal. “Foi praticado um crime dentro do Palácio do Planalto”, classificou. “Em tese, pego em flagrante, ele deveria ser encaminhado a uma delegacia” para prestar explicações, defendeu.

O deputado também criticou o silêncio de Dilma e de outras autoridades presentes no ato em Brasília em relação à polêmica frase do presidente da CUT. “No mínimo ocorreu uma omissão censurável”.

Capez também comentou outros assuntos, como a análise das contas presidenciais de governos anteriores.

“O TCU vai ter dificuldades em escapar”, disse Capez em referência à análise das contas do governo Dilma em 2014, onde foram encontradas indícios de irregularidades, incluindo as chamadas “pedaladas fiscais”. O deputado estadual acredita que, mesmo com um suposto acordo entre ministros e o Governo federal, bem como entre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) e Dilma, a análise das contas é “algo puramente técnico”. “(O governo) ganhou tempo, deu 15 dias, mas os 15 dias não vão fazer as irregularidades desaparecerem”, disse.

Capez comentou ainda sobre a notícia mais impactante da manhã: o assassinato de cerca de 20 pessoas em chacina em Osasco e Barueri. “Tem todas as características de atuação de extermínio”, avaliou o ex-promotor, pedindo para que se compare o calibre das armas utilizadas no massacre. “Muitas vezes se vê isso (…) inclusive dentro da polícia”, lamentou Capez. “Infelizmente é uma minoria, mas dentro dessas corporações existe, às vezes esses grupos”, constatou.