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Governo de SP se prepara para remoção da favela do Moinho, na região central da capital

Até o momento, 84% das famílias que habitam a área já concordaram com a proposta de reassentamento; ocupação, situada entre duas ferrovias, é conhecida por sua vulnerabilidade a incêndios e conflitos de terra

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Gabriela Biló/Estadão Conteúdo
APREENSÃO NA FAVELA DO MOINHO GABRIELA BILó/ESTADÃO CONTEÚDO

O governo de Tarcísio de Freitas, do partido Republicanos, está tentando implementar um plano para a remoção gradual da favela do Moinho, localizada em São Paulo. Até o momento, 84% das famílias que habitam a área já concordaram com a proposta de reassentamento. A ocupação, situada entre duas ferrovias, é conhecida por sua vulnerabilidade a incêndios e conflitos por posse de terra. Dentre as 813 famílias que residem na favela, 513 já formalizaram a adesão ao programa de remoção, com 444 delas tendo um novo local definido para viver. Contudo, uma parte significativa da comunidade ainda resiste à ideia de deixar suas casas, e diz que os moradores que aderiram às propostas temem uma possível remoção forçada.

A regularização fundiária é uma demanda importante para esses moradores, mas o governo considera essa opção inviável devido a riscos associados as linhas 8-Diamante e 7-Rubi. Para apoiar as famílias durante a transição, o governo oferecerá um auxílio de R$ 800 para aluguel e um valor de R$ 2.400 destinado à mudança. No entanto, a oferta de novas moradias é limitada, com apenas 100 unidades já disponíveis e outras 400 em fase de construção. O financiamento para a aquisição de novos imóveis varia entre R$ 200 mil e R$ 250 mil, com a possibilidade de subsídios de até 70% para famílias de baixa renda.

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A área ocupada pertence à Secretaria de Patrimônio da União (SPU), o que implica a necessidade de negociações com o governo federal para que a desocupação e a construção de um parque possam ocorrer. O governo estadual considera essa desocupação parte de um projeto mais amplo de requalificação urbana. Entretanto, líderes comunitários expressam preocupações, alegando que o governo exagera a relação da comunidade com o tráfico de drogas e temem que a remoção resulte em uma valorização imobiliária que prejudique os moradores.

*Reportagem produzida com auxílio de IA
Publicado por Fernando Dias

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