Homem invade prédio no centro de SP e mata a ex-companheira a tiros

Crime aconteceu por volta das 13h40, na Rua Boa Vista, número 280, onde também funcionam escritórios privados; agressor tirou a própria vida

  • Por Nátaly Tenório
  • 25/07/2025 17h46 - Atualizado em 26/07/2025 02h22
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Reprodução/Polícia Militar Agentes da Polícia Militar isolam e preservam um local para a perícia após um vigilante matar a ex-companheira e, cometer o suicídio, dentro do Edifício Comercial Jockey, utilizado pela Prefeitura, na Rua Boa Vista, no centro de São Paulo Polícia Militar isola Edifício Comercial Jockey, na Rua Boa Vista, centro de São Paulo, após vigilante matar a ex-companheira e cometer suicídio

Uma mulher de 39 anos foi assassinada a tiros pelo ex-companheiro, de 37, no início da tarde desta sexta-feira (25), dentro de um prédio comercial onde funcionam repartições da Prefeitura de São Paulo, na Rua Boa Vista, no centro da capital paulista. Em seguida, o homem cometeu suicídio. De acordo com a Polícia Militar, o autor dos disparos era vigilante e chegou ao local uniformizado, usando a arma da empresa em que trabalhava.

A vítima atuava como recepcionista em um dos escritórios do edifício. O crime ocorreu por volta das 13h40. Segundo testemunhas, o agressor entrou no prédio, se aproximou da ex-companheira e atirou. Ninguém mais ficou ferido. As identidades das vítimas não foram divulgadas. O caso foi registrado como feminicídio e suicídio no 8º Distrito Policial, no Brás.

A Secretaria da Segurança Pública informou que os andares do prédio são ocupados tanto por empresas privadas quanto por órgãos como a Secretaria Municipal de Gestão e a SPTuris. Por causa da movimentação policial, o prédio teve as portas fechadas, perícias agendadas foram suspensas e o trânsito ficou congestionado na região.

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Violência contra a mulher em alta

O crime ocorre em um momento de alta nos casos de feminicídio no Brasil. Dados divulgados na quinta-feira (24) pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que 1.492 mulheres foram vítimas desse tipo de violência em 2024 — o maior número desde a criação da lei que tipifica o feminicídio, em 2015. O número representa uma alta de 0,7% em relação a 2023.

Além disso, as tentativas de feminicídio subiram 19% no país, somando 3.870 registros. Em média, quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 por motivações de gênero. O levantamento mostra ainda que, em 80% dos casos, o autor era o companheiro ou ex-companheiro da vítima. O relatório alerta para a fragilidade das medidas protetivas de urgência: ao menos 121 mulheres foram assassinadas mesmo estando sob proteção judicial entre 2023 e 2024.

O estado de São Paulo teve um dos maiores aumentos nas tentativas de feminicídio no período, com crescimento de 47,4%. Especialistas pedem a revisão urgente das políticas de prevenção e proteção às mulheres diante da persistência e do agravamento da violência de gênero no país.

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