Ives Gandra esclarece que áudio é falso e diz que não convocou pessoas para atos do dia 7 de setembro

Jurista, que estará na edição desta segunda-feira, 30, do programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan, defendeu a democracia e afirmou que tem ‘profundo respeito’ pelos ministros do STF

  • Por Jovem Pan
  • 26/08/2021 20h14 - Atualizado em 26/08/2021 20h15
RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOSegundo ele, o fato de ter pontos de divergências com algumas decisões dos membros da Corte não significa que não os respeite

O jurista e doutor em Direito, Ives Gandra Martins, esclareceu, nesta quinta-feira, 26, que é falso um áudio que circula na internet em que alguém, como se fosse ele, convoca pessoas a comparecerem ao ato do dia 7 de setembro que, entre outras reivindicações, pede o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. “Circula um áudio como se eu estivesse falando, ou alguém tentando imitar minha voz, incentivando pessoas a comparecerem no dia 7 de setembro para derrubar os ministros do Supremo. Quero reiterar que, em nenhum momento, eu lidero qualquer movimento ou estou vinculado a qualquer movimento e todas as minhas manifestações, interpretações de atitudes deste ou daquele ministro do STF, senador, deputado, presidente, é absolutamente individual de um professor e advogado. Mais do que isso, eu tenho pessoalmente um profundo respeito por todos os ministros do Supremo, tenho livros escritos com eles, já participei de bancas de doutoramento com eles, sei da competência e do conhecimento jurídico deles”, disse Ives Gandra em vídeo publicado nas redes sociais.

Segundo ele, o fato de ter pontos de divergências com algumas decisões dos membros da Corte não significa que não os respeite, mas sim que tem interpretações pessoais diferentes. Para o jurista, a divulgação do áudio atribuído a ele é “criminosa” e “inaceitável”. “Não é assim que se faz democracia, democracia se faz apresentando ideias, debatendo, tendo diálogo, mesmo que haja divergências. Não é útil na democracia que se pretenda, ao contestar esta ou aquela posição, derrubar ministros, senadores, deputados ou presidentes da República. Temos que fazer com que as tensões diminuam e eles voltem a dialogar”, disse o jurista, que será o convidado da edição desta segunda-feira, 30, do programa “Direto ao Ponto”, da Jovem Pan. Entre outros assuntos, Augusto Nunes e a bancada de entrevistadores vão conversar com o professor sobre a atual tensão entre os Três Poderes, o embate entre Jair Bolsonaro e o STF, a liberdade de imprensa e os casos envolvendo o ex-presidente Lula.