Justiça aceita denúncia e Monique e Jairinho se tornam réus pela morte de Henry Borel

Decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro converte prisão temporária do casal em preventiva; defesa de Monique considera pedido como ‘injusto e desnecessário’

  • Por Jovem Pan
  • 07/05/2021 14h18 - Atualizado em 07/05/2021 15h38
Vitor Brugger e Wilton Junior/Estadão ConteúdoJairinho e Monique se tornaram réus

Um dia após apresentação de denúncia pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, o Tribunal de Justiça do Estado decretou nesta sexta-feira, 7, a prisão preventiva de Monique Medeiros e Jairo Santos Souza Júnior, o Dr. Jairinho, mãe e padrasto do menino Henry Borel, espancado até a morte no apartamento em que morava com o casal na Barra da Tijuca no dia 8 de março. A decisão, emitida pela juíza Elizabeth Machado Louro, torna o casal réu pela morte do menino e converte a prisão temporária do casal, que era válida até este sábado, 8. Em nota, a defesa de Monique Medeiros, representada pelos advogados Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Mattar Assad, afirmou que a prisão da mãe de Henry é “injusta e desnecessária” e disse que “a verdade” prevalecerá. “A verdade ficará esclarecida no curso da ação penal”, consta trecho do posicionamento.

Uma das justificativas dadas pela juíza na decisão foi a de que o casal poderia causar risco às investigações se estivesse solto. Na denúncia do MPRJ, as tentativas de coerção para que a babá e a empregada da família omitissem a rotina de violência sofrida por Henry foram detalhadas. “Para além da revolta generalizada que os apontados agentes atraíram contra si antes mesmo de serem denunciados pelo órgão com atribuição para tal, releva assinalar que o modus operandi das condutas incriminadas reforça o risco a que estará exposta a ordem pública, bem como a paz social, se soltos estiverem os ora acusados”, afirmou trecho da decisão.

Os advogados de Monique, que assumiram a defesa da professora poucos dias após ela ser presa, tentaram por mais de uma vez solicitar um novo depoimento dela ao delegado Henrique Damasceno, da 16ª DP, mas o pedido não foi aceito. Em coletiva de imprensa, o delegado afirmou que ela terá duas oportunidades de falar em juízo e disse que ela não foi silenciada, afirmando que ela foi ouvida por horas na qualidade de investigada. “Temos que lembrar que a única pessoa que foi calada nessa situação toda foi o Henry. Ele foi calado, ele pediu ajuda e não foi ouvido. Ele foi calado. Ela não”, declarou.