Justiça arquiva processo contra casal que acusou professor de surf de roubar bicicleta no Leblon

Para juiz, não houve sinal de calúnia ou racismo na acusação do casal Mariana Spinelli e Tomás Oliveira contra professor de surf Matheus Ribeiro

  • Por Jovem Pan
  • 05/08/2021 14h56 - Atualizado em 05/08/2021 17h10
Matheus Ribeiro/Instagram/12.06.2021Casal foi acusado de racismo

A Justiça do Rio de Janeiro determinou na última terça-feira, 3, o arquivamento do processo movido pelo professor de surf Matheus Ribeiro contra o casal Mariana Spinelli e Tomás Oliveira, que o acusou de ter roubado uma bicicleta elétrica na frente de um shopping no bairro do Leblon, Zona Sul da capital fluminense, no mês de junho. Segundo o juiz Rudi Baldi Loewenkron, da 16ª Vara Criminal do TJRJ, não houve calúnia no caso registrado perante à polícia porque o casal teria “motivos” para acreditar que a bicicleta de Matheus era a bicicleta roubada. “A semelhança da bicicleta, do cadeado, o local e o lapsto temporal entre os eventos levaram os indiciados a acreditar que poderiam estar diante da bicicleta de propriedade da indiciada”, diz trecho da decisão judicial.

O arquivamento tinha sido sugerido pelo próprio Ministério Público do Rio de Janeiro, que teve como base um relatório de um inquérito da delegada Natacha Alves de Oliveira, da 14ª DP do Leblon, que também avaliou que crimes não foram cometidos no ato. Poucos dias após a repercussão do caso, com ajuda de câmeras de segurança do shopping, o verdadeiro responsável pelo roubo, Igor Martins Pinheiro, um jovem de 22 anos que mora no bairro do Botafogo, também na Zona Sul do Rio, foi preso pela polícia. Ele é branco e tem 28 anotações criminais, metade delas por furtos de bicicletas.