Justiça decide manter preso procurador que esfaqueou juíza no TRF-3

Ele será transferido para a Penitenciária de Tremembé

  • Por Jovem Pan
  • 04/10/2019 18h09
Google MapsTestemunhas do ataque dizem que o procurador da Fazenda dizia frases desconexas, como "'vou fazer o que o Janot não fez"

A Justiça Federal em São Paulo decidiu manter preso o procurador da Fazenda Nacional Matheus Carneiro Assunção que, no final da tarde desta quinta-feira (3), esfaqueou no pescoço a juíza Louise Filgueiras, no 21.º andar do prédio-sede do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF-3), na Avenida Paulista.

Em meio a um acesso de fúria, o procurador ainda atirou uma jarra de vidro sobre a magistrada, que sofreu ferimentos leves. Assunção acabou contido por servidores da Corte e, durante a madrugada, foi autuado em flagrante pela Polícia Federal por tentativa de homicídio qualificado.

Na tarde desta sexta (4), ele passou por audiência de custódia na 1ª Vara Criminal Federal.

A Justiça decidiu manter o procurador preso. Ele será transferido para a Penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, onde ficam prisioneiros ‘famosos’ – autores de crimes de grande impacto.

Testemunhas do ataque dizem que o procurador da Fazenda dizia frases desconexas, como “‘vou fazer o que o Janot não fez” – provável referência ao ex-procurador-geral da República que declarou, na semana passada, ter planejado o assassinato do ministro Gilmar Mendes, do Supremo, em 2017.

Antes de invadir o gabinete de Louise, ele participou de um evento no próprio TRF-3 sobre corrupção.

Depois, Assunção foi ao 22.º andar, onde trabalha o desembargador Fábio Prieto de Souza. O magistrado estava em sessão. Matheus Assunção desceu pelas escadas e saiu na sala da magistrada, a quem golpeou com uma faca de cozinha.

A investigação mostra que o procurador entrou com a arma no prédio-sede do TRF-3 porque autoridades não são submetidas ao detector de metais.

* Com informações do Estadão Conteúdo