Menina de 6 anos torturada por mãe e madrasta pode ficar em estado vegetativo permanente

Agressões cometidas contra a menina causaram uma hemorragia cerebral inoperável; Justiça decretou prisão preventiva da mãe e madrasta após audiência de custódia

  • Por Jovem Pan
  • 22/04/2021 15h48 - Atualizado em 22/04/2021 16h36
Google Street View/ReproduçãoCrime é investigado pela 100ª DP do Rio de Janeiro

A menina de seis anos que foi hospitalizada no último dia 19 após ser torturada e espancada pela mãe e pela madrasta na cidade de Porto Real, no sul do Rio de Janeiro, está internada em estado grave com uma hemorragia cerebral inoperável e corre o risco de ficar permanentemente em estado vegetativo. Uma decisão judicial emitida pelo magistrado Marco Aurélio da Silva Adania, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira, 21, decidiu converter a prisão em flagrante de ambas em uma detenção preventiva. Segundo o parecer do juiz, além de ser espancada com socos e chutes, a criança foi torturada com “chicotadas” por um cabo de televisão dobrado e foi empurrada de um barranco de sete metros de altura no fim de semana em que foi socorrida ao hospital. Ela também estaria sendo privada de alimentação ao longo de meses.

“Houve confissão em sede policial, de ambas custodiadas que confirmaram estar agredindo a vítima desde a última sexta feira, dia 16/04/2021, impondo a esta intenso sofrimento físico e psicológico, só promovendo seu socorro na presente data (talvez por temerem seu falecimento), mas mesmo assim dando continuidade às agressões, ou seja, impedindo cuidados básicos e mesmo alimentação”, diz trecho da decisão. O juiz também apontou para o fato de que a mãe da menina auxiliou na tortura cometida pela madrasta, que tem passagens por “crimes da mesma natureza”. A garota, que morava no bairro de Jardim das Acácias, foi socorrida pelo Samu após a mãe de uma das suspeitas ouvir a criança agonizando na madrugada da segunda. No hospital, os médicos acionaram a Guarda Municipal, que chamou a Polícia Militar. As duas mulheres foram levadas à delegacia para prestar esclarecimentos e confessaram o crime, que teria sido motivado pelo ciúme que a namorada da mãe da criança sentia da menina.