Ministério da Saúde muda critério de distribuição de doses para priorizar Estados com vacinação atrasada

De acordo com a pasta, cálculo do número de unidades vai considerar o percentual da população adulta que ainda não foi vacinada em cada região

  • Por Jovem Pan
  • 18/08/2021 13h58 - Atualizado em 18/08/2021 15h39
EFE/EPA/JUNG YEON-JE / ArchivoGoverno alterou critério de distribuição de doses

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira, 18, que vai alterar o critério de distribuição da primeira dose das vacinas contra a Covid-19 para priorizar os Estados que estão com a imunização atrasada. De acordo com a pasta, o cálculo do número de doses que serão enviadas para cada unidade da Federação vai considerar o percentual da população adulta que ainda não foi vacinada. O Ministério afirmou que a mudança não altera a distribuição da segunda dose. “Estamos vacinando adolescentes em São Paulo e em outros Estados ainda não conseguimos chegar na faixa etária de 18 anos. Cumpre ao Ministério da Saúde equilibrar. O mesmo compromisso que o Ministério tem para com os brasileiros que residem em São Paulo, o Ministério tem com os brasileiros que residem no Estado do Pará”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em coletiva de imprensa.

Queiroga também criticou Estados que estão alterando o intervalo entre a aplicação da primeira e segunda dose e pediu que os governadores respeitem o prazo determinado pelo Plano Nacional de Imunizações. “É fundamental que se observe o espaço entre as doses para que consigamos entregar as vacinas com a pontualidade desejada. Se cada Estado e cada município resolverem ter a sua própria regra, o Ministério da Saúde não consegue entregar as vacinas com a tempestividade devida, e isso atrasará nossa campanha”, justificou. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), porém, afirmou nesta terça-feira que o Estado vai diminuir para 21 dias o tempo entre as doses da Pfizer. “Os nossos técnicos, médicos, enfermeiros e profissionais da Secretaria de Saúde, sob coordenação da doutora Regiane de Paula, coordenadora do PEI, entendem que é possível reduzir o intervalo entre a primeira e segunda dose da vacina da Pfizer, como estabelece o próprio fabricante, que atesta a eficácia e segurança da vacina em um prazo bem inferior aos 90 dias que tem sido praticados aqui no Brasil. Na América, isso acontece no prazo de 30 dias. É nessa linha que estamos caminhando”, disse.