Ministério da Saúde nega declaração de Caiado e diz que ‘não se manifestou sobre confisco de vacinas’

Governador do Goiás afirmou que uma MP seria editada para que a distribuição igualitária dos imunizantes fosse centralizada pela pasta; segundo o ministério, o Programa Nacional de Imunizações é que vai nortear a vacinação contra a Covid-19

  • Por Jovem Pan
  • 11/12/2020 19h38 - Atualizado em 11/12/2020 20h01
Carolina Antunes/PRMinistro da Saúde, Eduardo Pazuello

O Ministério da Saúde se manifestou nesta sexta-feira, 11, sobre as declarações feitas pelo governador do Goiás, Ronaldo Caiado (DEM). Em nota, a pasta reiterou que “em nenhum momento se manifestou sobre confisco ou requerimento de vacinas adquiridas pelos estados”. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, esteve presente em Goiânia nesta sexta. Durante a visita, segundo Caiado, afirmou que uma medida provisória será editada para que a distribuição igualitária das vacinas seja centralizada pela pasta. “Todas as campanhas nacionais de vacinação são feitas por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), coordenado pelo Ministério da Saúde. As ações têm o apoio das secretarias estaduais e municipais de saúde e, dessa forma, é possível garantir que as vacinas cheguem a todos os estados e municípios e que o trabalho possa ser realizado com eficiência”, disse o ministério, em comunicado.

“O PNI já demonstrou sua excelência ao longo dos 47 anos de campanhas bem-sucedidas, portanto, é ele que irá nortear, também, a campanha de vacinação contra a Covid-19. A situação de imunização dos brasileiros será acompanhada via aplicativo Conecte SUS, que terá a funcionalidade de uma carteira de vacinação virtual – o que será essencial para saber quantas doses foram aplicadas e de qual imunizante e, consequentemente, garantir a saúde dos cidadãos e o sucesso da campanha nacional”, continuou. Nesta sexta-feira, Caiado afirmou, sem citar nomes, que “nenhum estado vai fazer politicagem e escolher quem vai viver ou morrer de Covid-19“. A fala foi lida como uma indireta ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que anunciou na última semana que o estado todo será vacinado com a CoronaVac a partir de 25 de janeiro de 2021.

O anúncio do governo paulista iniciou uma corrida pela vacina entre os governadores e aumentou a pressão para que o Ministério da Saúde divulgue o Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19 e centralize a vacinação. Doria utilizou suas redes sociais para rebater e informar que “Goiás é um dos 12 estados brasileiros que já manifestaram interesse na CoronaVac”. Em seguida, o governador paulista adicionou link de uma matéria do portal R7 sobre o encontro entre ele e a Associação de Municípios de Goiás para negociar a compra da vacina produzida pelo Instituto Butantan.