Ministro das Comunicações pede que sócio da AstraZeneca acelere envio de insumos e vacinas ao Brasil

Imunizante é produzido em parceria com a Universidade de Oxford e com a Fundação Oswaldo Cruz; encontro ocorreu durante visita às instalações da Ericsson, na Suécia

  • Por Jovem Pan
  • 08/02/2021 18h52 - Atualizado em 08/02/2021 18h57
CADU ROLIM/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOA vacina de Oxford é, junto com a CoronaVac, a única liberada em território nacional

O ministro das Comunicação, Fábio Faria, solicitou em carta encaminhada ao sócio majoritário do laboratório AstraZeneca, Marcus Wallenberg, que a companhia priorize e acelere o envio de insumos e vacinas contra a Covid-19 para o Brasil. O documento foi encaminhado neste domingo, 7, após solicitação do investidor para que a matéria seja apreciada pelo Conselho da empresa. O imunizante da AstraZeneca é produzido em parceria com a Universidade de Oxford e, no Brasil, com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Até o fim deste mês, devem chegar ao país mais 30 milhões de doses, e outras 70 milhões ao longo dos próximos dois trimestres.

Neste sábado, 6, a Fiocruz recebeu o primeiro lote de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), a matéria-prima necessária para produzir a vacina da AstraZeneca. Cerca de 90 litros chegaram por volta das 18h no Rio de Janeiro em um avião que partiu da China. O volume, que ficará armazenado a -55ºC, será suficiente para a fabricação de 2,8 milhões de doses do imunizante. Distribuída e, a partir de agora, produzida no Brasil, a vacina de Oxford é, junto com a CoronaVac, a única liberada em território nacional. O governo federal começou a distribuir as primeiras doses dos imunizantes contra o coronavírus em janeiro. Até o momento, mais de 3,4 milhões de brasileiros já foram vacinados, todos do público-alvo.

Tecnologia 5G

Fábio Faria é o chefe da missão brasileira pela Europa e Ásia que tem o objetivo de acompanhar, com as fabricantes que detêm a tecnologia 5G, como a nova geração de conectividade é aplicada mundo afora. Na última terça-feira, 2, ele embarcou  para uma viagem de quase 11 dias pela Suécia, Finlândia, Coreia do Sul, Japão e China. O ministro quer que a tecnologia esteja disponível já no ano que vem. A Anatel adiou na última semana a decisão sobre a aprovação do edital que terminava as regras para a comercialização do 5G por aqui. O problema teria sido divergência na política de investimento da nova tecnologia. A expectativa é de que a discussão seja retomada no fim de fevereiro. O pedido para que o conselho da AstraZeneca envie mais vacinas e insumos ao Brasil foi feito durante reunião em Estocolmo, na Suécia, da qual participou Wallenberg, CEO do conglomerado de investimentos Investor AB, que possui participação em várias multinacionais, incluindo a AstraZeneca e a Ericsson.