Mulher indiciada por ataque racista e homofóbico não tem registro de advogada na OAB

Em nota, Ordem dos Advogados do Brasil afirmou que Lidiane Biezok, que chegou a afirmar ser ‘advogada internacional’ durante agressão, não está nos registros da OAB

  • Por Jovem Pan
  • 23/11/2020 20h36
Reprodução / Redes Sociais

Flagrada humilhando funcionários e clientes de uma padaria no bairro da Pompéia, zona oeste de São Paulo, na última sexta-feira, 20, e indiciada pelo crime de lesão corporal, injúria e homofobia, Lidiane Biezok, que alegou, durante agressões, que era “advogada internacional”, não tem registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A informação foi dada em nota divulgada pela OAB/SP nas redes sociais. “A OAB SP esclarece que a senhora Lidiane Brandão Biezok não consta no sistema de cadastro da entidade e nem no Cadastro Nacional de Advogados (CNA), mantido pelo Conselho Federal da OAB, que exerce a função de fiel repositório do cadastro de todos os advogados do Brasil”, afirma texto.

Em um vídeo, registrado no dia 20, mas divulgado na internet neste domingo, 22, é possível ver o momento em que as agressões verbais e físicas são proferidas. A mulher parte para cima da vítima, dando tapas no rosto com o intuito que ela retribua. Pessoas que estavam no local diziam para a vítima não reagir, já que eles estavam filmando as agressões. A assessoria de imprensa da Dona Deôla, padaria em que a cena aconteceu, disse que o caso começou quando a cliente chegou ao local e destratou funcionários. Objetos foram jogados no chão e contra pessoas e em pelo menos um momento ela se identificou como advogada. A padaria disse que repudia a ação e lamentou o ocorrido, colocando-se à disposição das vítimas. Ela foi presa, liberada em seguida e alegou sofrer de problemas psiquiátricos.