‘Ninguém vai brigar com ninguém’, diz Bolsonaro sobre assembleia na ONU
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em transmissão ao vivo nas redes sociais nesta quinta-feira (19), que “não vai brigar com ninguém” na 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, para onde deve ir no próximo dia 24. Bolsonaro adiantou ainda que, no seu discurso, vai falar sobre a Floresta Amazônica e a “soberania brasileira”.
“Se Deus quiser vou estar em Nova York. Estou me preparando com um discurso bastante objetivo e diferente de outros presidentes que me antecederam. Ninguém vai brigar com ninguém lá, pode ficar tranquilo”, disse. “Vai ser um presidente que vai falar com o coração e com o patriotismo e sobre soberania nacional, que sempre esteve ameaçada.”
Mesmo assim, o presidente declarou que “deve apanhar de qualquer jeito”. Sobre o assunto das queimadas na Amazônia, afirmou que “está na cara que vai ser cobrado”. Segundo ele, alguns países o atacam e colocam a responsabilidade pelos incêndios nas suas costas. “Já sabemos que queimadas tem todo o ano por uma questão de tradição”, explicou.
Bolsonaro voltou a defender que alguns países criticam o Brasil pois queriam que ele demarcasse mais reservas indígenas, quilombolas e parques ambientais. “Com essa historinha de Fundo Amazônico, estavam comprando a Amazônia”, justificou. “O Brasil está preocupado com a questão ambiental e está fazendo a sua parte. Fico triste com brasileiros me atacando por isso, como se nunca tivessem tido incêndios”, completou.
Por isso, garantiu que vai abordar esse assunto em sua fala na ONU. “Vou dizer como anda o País nessa questão. Eles tem números verídicos, mas o que interessa é desgastar a nossa imagem, pra ver se cria um caos aqui pro pessoal lá fora se dar bem.”
Alta de preços de gasolina e diesel
Bolsonaro também comentou o aumento do preço do diesel nas refinarias em 4,2% e da gasolina em 3,5%, medida anunciada nesta quarta (18) pela Petrobras. Ele reafirmou que a decisão “não tem interferência” do governo e que a estatal tem a sua própria política de preços.
“A Petrobras segurou ao máximo possível, mas infelizmente ontem aumentou o preço”, disse. O presidente esclareceu, entretanto, que nas refinarias os valores estão mais baixos que em julho de 2018, mas que o preço que chega ao consumidor final “não acompanha”.
“Estou em contato com o ministro das Minas e Energia e ele vai falar com a Associação Nacional do Petróleo (ANP) para ver o que está acontecendo, cartel, não sei. A gente vai pra cima deles e, se tiver de acordo com a lei e pudermos defender o consumir, nós faremos.”
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