Número de casos suspeitos de intoxicação por cerveja sobe para 21

  • Por Jovem Pan
  • 20/01/2020 19h51 - Atualizado em 21/01/2020 09h49
Reprodução/FacebookO dietilenoglicol estava presente em cervejas produzidas pela cervejaria mineira Backer

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirmou nesta segunda-feira (20) que já foram notificados no estado 21 casos suspeitos de intoxicação por dietilenoglicol. Segundo a secretaria, quatro casos tiveram a intoxicação confirmada e 17 estão sob investigação.

Até o momento, quatro pessoas morreram. Três dessas mortes estão entre os 17 casos sob investigação. Uma das mortes, de um homem de Juiz de Fora, falecido em 7 de janeiro, teve a contaminação confirmada.

A ingestão de dietilenoglicol pode provocar a síndrome nefroneural e levar a insuficiência renal aguda e alterações neurológicas, como paralisia facial, embaçamento ou perda da visão, entre outros sintomas.

Cervejaria Backer

O dietilenoglicol estava presente em cervejas produzidas pela cervejaria mineira Backer e consumidas por essas pessoas.

O uso do monoetilenoglicol é normal no processo de fabricação. A substância é usada para resfriamento, mas a cervejaria afirma que não usa o dietilenoglicol em seu processo produtivo. Em todo caso, o monoetilenoglicol não deve entrar em contato com o produto, o que acabou ocorrendo.

Inicialmente, as duas substâncias foram encontradas na marca Belorizontina, que é vendida como Capixaba no Espírito Santo. No entanto, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento confirmou a presença de substâncias tóxicas em outras cervejas produzidas pela Backer: Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Brown e Backer D2.

*Com Agência Brasil