Polícia volta atrás e diz que 28 pessoas morreram em operação no Jacarezinho

Na manhã deste sábado, 8, forças de segurança do Rio haviam informado que o número tinha subido para 29

  • Por Jovem Pan
  • 08/05/2021 12h52 - Atualizado em 08/05/2021 19h22
José Lucena/The News 2/Estadão Conteúdo - 06/05/2021Operação policial no Jacarezinho visava o combate ao crime organizado

A Polícia Civil do Rio de Janeiro retificou a informação de que mais um suspeito havia morrido no confronto entre policiais e traficantes na favela do Jacarezinho, zona norte da capital fluminense. Com isso, manteve-se em 28 o número de mortos na operação policial realizada na última quinta-feira, 6, que, de acordo com as autoridades de segurança, visava o combate ao aliciamento de menores por uma facção do crime organizado. “Antes de mais nada, é preciso deixar claro que a operação da Polícia Civil foi o fiel cumprimento de dezenas de mandados expedidos pela Justiça. Foram dez meses de trabalho de investigação, que revelaram a rotina de terror e humilhação que o tráfico impôs aos moradores”, disse o governador Cláudio Castro.

De acordo com a polícia, somente três suspeitos foram identificados: Isaac Pinheiro de Oliveira, o Pee da Vasco; Richard Gabriel da Silva Ferreira, o Kako; e Rômulo Oliveira Lúcio, o Romulozinho. Os três eram procurados pela polícia e estavam em uma lista do Ministério Público de pessoas ligadas ao tráfico de drogas. Embora a Secretaria de Segurança Pública do Rio afirme que a operação cumpriu todos os procedimentos legais, moradores alegam que alguns suspeitos foram executados. “Nós estamos do lado da sociedade, policial não entra para executar ninguém. Se houve uma execução, foi do policial”, disse o delegado Rodrigo Oliveira, subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil. Ele se referiu ao policial civil André Leonardo de Mello Frias, morto durante a operação no Jacarezinho com um tiro na cabeça.