Ônibus e viaturas são incendiados em Manaus durante a madrugada deste domingo

Secretaria de Segurança Pública diz que ordem para atentados partiu de um presídio após a morte de traficante; comitê de crise é instaurado para acompanhar a situação

  • Por Jovem Pan
  • 06/06/2021 13h01 - Atualizado em 06/06/2021 14h35
Carlos Soares/SSP-AMGabinete de crise foi instalado após atentados em Manaus e outras cidades do Amazonas

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) reforçou o policiamento em Manaus após criminosos atearem fogo em 14 ônibus e duas viaturas, uma da Polícia Militar e outra da Civil, na madrugada deste domingo, 6. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi interceptada por criminosos. Além da capital, foram registradas ocorrências nos municípios de Parintins e Careiro Castanho. Não há informações sobre feridos ou suspeitos detidos. A SSP afirmou que a ordem dos ataques partiu de dentro do sistema penitenciário após a morte de um traficante e que apura os nomes dos mandantes para que sejam transferidos a um presídio federal. “A cúpula da segurança estadual continua reunida traçando estratégias para evitar que novas ações como esta venham a acontecer”, informou a SSP.

Segundo o  secretário de Segurança, coronel Louismar Bonates, o número de viaturas em Manaus e municípios da região metropolitana será triplicado para evitar novos ataques. O policiamento também será reforçado nos arredores de prédios públicos. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBM-AM), por meio do disque-emergência 193, registrou, entre a noite deste sábado 5, e a madrugada de domingo, 17 ocorrências de incêndio em Manaus. De acordo com o Centro de Operações Bombeiro Militar (Cobom) foram contabilizados 16 incêndios em veículo, um em comércio e outro em um transformador de energia elétrica. Os incêndios em veículos ocorreram em diversos bairros de Manaus, dentre eles Planalto, Petrópolis, Santa Etelvina, São José 2, Novo Aleixo, Cidade de Deus, Japiim, Tarumã Açu, Jorge Teixeira, Armando Mendes e Flores.