Para a deputada Carla Zambelli, ‘The Intercept’ quer criar ‘cortina de fumaça’

  • Por Jovem Pan
  • 30/06/2019 16h40
Twitter/ReproduçãoSegundo ela, movimentos como os deste domingo em mais de 200 cidades do país são importantes para apoiar o governo na aprovação dos projetos

A deputada federal Carla Zambelli (PSL) afirmou, em entrevista à Jovem Pan na manifestação que ocorreu neste domingo (30) na Avenida Paulista, em São Paulo, a favor da Operação Lava Jato e do ministro da Justiça, Sergio Moro, que o “The Intercept Brasil” está querendo criar uma “cortina de fumaça não só para enfraquecer Moro, mas também medidas como o pacote anticrime e a reforma da Previdência“.

“Este tipo de manifestação é muito importante para que o Congresso veja que a população pela primeira vez não foi às urnas para clicar ’17’ para um presidente, mas sim para apoiá-lo nas ruas”, disse.

De acordo com ela, movimentos como estes que aconteceram em mais de 200 cidades do país são importantes para apoiar o governo na aprovação dos projetos. “O que acontece é que existe um certo anseio e receio do Congresso em pautar questões mais de valores e costumes, como o decreto de armas, isso vai ser difícil a gente aprovar.”

Para Carla, a aprovação da reforma da Previdência já é um “consenso” no Congresso, mas algumas outras nuances ainda precisam ser acordadas, como a questão da reinclusão dos estados e municípios. Além disso, segundo ela, o pacote anticrime, que será votado nesta terça-feira (2) no grupo de trabalho, também passa por alguns conflitos, por exemplo, o fato de algumas alas do Congresso quererem que não se vote a prisão em segunda instância.

“O ministro Sergio Moro apresentou o pacote com a prisão em segunda instância em forma de Projeto de Lei, e algumas alas querem que seja Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Dos dois lados vamos precisar do apoio do povo. Se não passar o PL, precisamos do apoio para votar a PEC”.

A deputada afirmou ainda que os “caciques” do Centrão – que inclui partidos como o PRB, DEM e Solidariedade – pressionam os deputados dos seus partidos a votar com eles, mesmo que não concordem. Conforme Carla, o suporte dos manifestantes também é necessário neste sentido, para que eles sejam pressionado a ouvir os seus eleitores.

“Tem muitos ali que querem aprovar a reforma com a gente, mas são ameaçados pelos caciques do partido. E a gente percebe que se tivermos o povo nas ruas e pressionar esses deputados que querem votar conosco ficam mais fortes”, explicou.

Jovem Pan acompanha os atos em cobertura especial ao longo do dia.

As manifestações ocorrem em mais de 200 cidades e foram idealizados após reportagens do site The Intercept Brasil divulgarem supostas trocas de mensagens atribuídas a Moro e aos procuradores da força-tarefa. Os grupos querem mostrar que seguem apoiando o ex-juiz. Outras reivindicações são a aprovação da reforma da Previdência e do pacote anticrime do ministro.