Pazuello indica veterinário como diretor de departamento que vai coordenar vacinação contra a Covid-19

O departamento que o veterinário assume está dentro da Secretaria Nacional de Vigilância em Saúde (SVS), pasta responsável por traçar a estratégia de controle e prevenção de doenças transmissíveis; um dos principais temas em debate é a vacinação contra a Covid-19

  • Por Jovem Pan
  • 31/08/2020 12h34
DivulgaçãoLaurício Monteiro Cruz foi indicado ao cargo de diretor de Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, nomeou o médico veterinário Laurício Monteiro Cruz ao cargo de diretor de Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis. Mestre em saúde animal pela Universidade de Brasília (UNB), Cruz atuava como responsável técnicos dos reservatórios da leishmaniose no Distrito Federal (DF). A nomeação foi publicada nesta segunda-feira (31) no Diário Oficial da União (DOU). Cruz ocupará o cargo de Marcelo Wada, servidor de carreira do ministério que respondia interinamente pelo departamento. O departamento que o veterinário assume está dentro da Secretaria Nacional de Vigilância em Saúde (SVS), pasta responsável por traçar a estratégia de controle e prevenção de doenças transmissíveis. Um dos principais temas em debate na SVS e no departamento é a vacinação contra a Covid-19. Cruz também é presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Distrito Federal (CRMVDF).

O ex-secretário nacional de Vigilância Sanitária Wanderson Oliveira afirmou ser “lamentável” o “desmonte” da pasta. “Nada contra os veterinários, mas essa pessoa que colocaram para coordenar o Programa Nacional de Imunização é um veterinário sem experiência com imunização”, disse. No ministério, Cruz terá papel decisivo em discussões sobre o público que será priorizado em campanha de imunização contra a Covid-19. A pasta tem sinalizado que adotará critérios semelhantes ao da vacinação para H1N1, com maior atenção para idosos e grupos de risco. A Saúde aposta na vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica britânica AstraZeneca para imunizar contra o novo coronavírus. O governo federal liberou R$ 2 bilhões para a Fiocruz receber, processar e distribuir 100 milhões de doses da vacina.

*Com Estadão Conteúdo